Arquivo da categoria ‘Música’

Rádio de música jamaicana

9 Setembro , 2009

Galera do maaaal!!

Passei pra dar uma dica:

Estava eu, um dia, fuçando no amarok, reprodutor de música aqui do mandriva, e encontrei uma rádio online fudidíssima de reggae, ska, dub, rocksteady, etc. Desde então não consigo mais ouvir outra coisa!

Pra quem gosta ou quer conhecer várias vertentes de boa música jamaicana, la vai: http://www.azevedo.ca/scratch/scratch.m3u

Não rola só em Gnu/Linux não. É só clicar no link, fazer download do arquivinho e abrir no seu reprodutor de música preferido. No amarok e no winamp, pelo menos, rola saber o nome da banda e da música que está rolando no momento.

Espero que vcs gostem.

Cosmonautas no TCA

5 Julho , 2009

Galera do mal,

Como ninguém sabe, voltei há 2 semanas para Salvador para passar as férias. Estava com saudades imensas, em primeiro lugar da minha namorada/noiva/em-breve-esposa e também da cidade. Acho que nunca me senti tão bem em uma cidade quanto me sinto em Salvador. Depois de morar em algumas cidades realmente ruins, essa foi a única cidade que eu quis ter um tipo de envolvimento e de criação de laços com ela, seja por obrigação, seja por vontade própria.

Pois bem, cheguei numa época boa. Peguei o São João (quando fiquei em casa o tempo todo, não fiz nada e só fiquei a ouvir as toneladas de bombas) e 2 de julho aqui, que foi bem legal. A galera toda na rua, umas fanfarras bem animadas e uma oportunidade pra dar um rolê massa por aqui.  Nesse dia, indo de busão pro campo grande, trombei um stencil num muro no bairro da Barra que novamente me intrigou. Já tinha o visto antes, quando vim pra cá em abril. Trata-se de um stencil preto, com um trompete e escrito CHA CHA CHA. Em outro stencil-irmão, tinha um diabinho tocando maracas (!?!) e novamente o CHA CHA CHA. Infelizmente, não tirei nenhuma foto, mas encontrei uma na net:

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Então, dentro do ônibus fiquei pirando nesse stencil. Nada demais, só algo que me chamou a atenção mais de uma vez e fez eu ficar divagando descompromissadamente sobre o que seria isso. Minha conclusão foi que não era nada (hahahahaha, graaande conclusão), era uma arte urbana e que não necessariamente teria um sentido próprio, talvez só estético, sei la.

Bom, 2 de julho, chegamos no Campo Grande. Milicos em volta do caboclo, fanfarra, cavalos e bastante gente. O cortejo ainda não tinha passado, então fomos nos dirigindo para o nosso “bar do 2 de julho”, que fica na 7 de setembro. Quando passamos na frente do Teatro Castro Alves, vimos o cartaz: RETROFOGUETES, 05/07, LANÇAMENTO DO ÁLBUM CHACHACHA.  No banner, o diabinho das maracas. AAAHHNNN… O stencil era uma estratégia de marketing (nossa, que palavrinha escrota, essa) de guerrilha da banda, que, por sinal, achei animal. O banner era bem massa tb, vou colocá-lo aqui o diabinho das maracas:

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O show fazia parte do programa “Domingo no TCA”, que faz apresentações no teatro de domingo de manhã a 1 real. Nos animamos bem na hora. Conheço retrofoguetes desde que cheguei aqui. Já tinha ouvido a ex-banda, o Dead Billies, rockabilly responsa, e sempre quis ver os doidos ao vivo. Peguei só o finzinho do show que eles fizeram de graça no carnaval de 2007, e achei animaaal.

Nos planejamos e fomos. Domingueira massa, solzão típico da cidade, busão passando pela barra cheia de banhistas, um clima mto bom. No TCA chegamos a tempo, tomamos uma breja e entramos. O teatro tava lotado, só achamos lugar no fundão. Já tinha visto alguns shows lá. Em 2007, vi o show do Otto q foi ótimo. Achei meio assim assim ser la no teatro. Assistir show sentado, sem poder fumar e tomar uma breja, é osso. Mas para um domingo de manhã, acompanhado da minha esposa e de duas amigas morrendo de ressaca, foi, no mínimo, aconchegante.

O show começou e foi muito fudido. Mesclaram músicas do primeiro disco, “Ativar Retrofoguetes” com músicas do disco novo, o Cha Cha Chá (da pra ouvir faixas do album deles no myspace dos caras). O som deles é uma mistura de surf music, rockabilly e alguns sons mais, digamos, não-ortodoxos.. hahahaha… tocam musicas circenses, mambos, countrys, meio turcas, meio italianas, meio argentinas, etc., tudo no mais doido rock’n roll.

O show foi do caralho. Os caras tocam bastante, e chamaram uma galera responsa como convidados. Destaco a participação da Orquestra Rumpilezz, que fizeram participação em uma musica animaaal, que ao vivo ficou mto fudida. Chama-se Maldito Mambo, a música. Surf Music meio big band, meio mambo, com dois percursionistas moendo os instrumentos.

Bom, vale bem a pena ouvir os caras. Das bandas que ouvi daqui de Salvador, essa é a que eu mais recomendo. São bem respeitados por aqui e bem envolvidos com a cultura da cidade. Tocam sempre no carnaval e esse ano rolou até um trio com eles em cima. Perdi!

Hoje vai ter festa no Gonga!

19 Junho , 2009

Galera do mal.

Finalmente vai acontecer uma coisa aqui por essas bandas digna (digníssima) de ser postada aqui no blog.

Acabei de descobrir (por meu grande amigo Zinão, valeu Zino!) que amanhã, na cidade aqui do lado, vai ter show dos Los Sebosos Postizos. Pra escoar um pouco dessa minha ansiedade e entusiasmo, vou colocar aqui a gravação do show q eles fizeram no Sesc Pompeia em Sampa. Domingueira eu posto aqui como foi o show (nunca cumpro as promessas que faço nos posts, hahahahaha, mas essa eu vou tentar)

139_bi_sebosos_gLos Sebosos Postizos – Sesc Pompéia

DOWNLOAD PARTE 1
DOWNLOAD PARTE 2

Fonte: http://boamusicaeafins.blogspot.com

Bom, ja vou começar começando: Los Sebosos Postizos = Nação Zumbi + Mundo Livre tocando Jorge Ben! Só isso bastaria para esse blog. As banda mais fudidas do Brasil (na verdade, acho q só tem (ou tinha) o tecladista do mundo livre) tocando O CARA  mais fudido do Brasil!  Acho que foi o mesmo Zino que me apresentou a banda, em 2005 ou 2006. Eles fizeram show no Sesc Popéia, deve ter rolado em mais alguns lugares e ja era. Não tinha a mínima esperança de vê-los ao vivo, pensei que fosse um projeto momentâneo dos caras, e me deliciava com essas gravações. E elas são do caralho. Só o fino do fino, a nata da produção do Jorge. Eles tocam só musica da fase que eu mais curto do cara, músicas que nem ele tocaria, eu acho. Rola Zumbi, Jovem Samba, O Nascimento de um Príncipe Africano, O Homem da Gravata Florida, Umbabarauma, A Tamba…, em versões carangueijadas da mais pura lama dos mangues de Recife. DO CARALHO!! Quem ler esse post a tempo e for alucinado por Jorge Ben, o show vai rolar na Kraft, em Campinas, às 23 hrs amanhã, dia 20/06. Imperdível.

A casa caindo 3

20 Outubro , 2008

A pouco tempo estamos vendo no Brasil um aumento das estratégias de repressão ao compartilhamento de arquivos na Rede. Em 9 de setembro, o blog de mp3 Sombarato saiu do ar após receber uma notificação do serviço de blog Blogger – serviço de publicação de blog do Google e o mais popular no Brasil – notificando-o que seu conteúdo estava sobre acusação de infringir as leis de direito autoral de acordo com o Digital Millenium Copyright Act (DMCA).

Do mesmo modo, há mais de um mês, uma das maiores comunidades de troca de links do Orkut, a Discografias, está vendo seus tópicos deletados pelo Orkut – rede social do Google – a partir de denúncias feitas pela APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música).

Contudo, essas estratégias de repressão à livre troca de arquivos digitais estão sendo cada vez mais acompanhadas por estratégias de inserção das grandes indústrias fonográficas e de novos atores do mercado da música na realidade digital de distribuição de produtos culturais. Novas formas de negociar os produtos culturais do mercado fonográfico já representam uma outra forma de valorização e de investimento para os atores desse mercado. Uma dessas estratégias é justamente a parcial relativização do direito autoral na valorização direta desses produtos. Embora a venda direta dos produtos (seja em cd, dvd, mp3, tec) representam ainda 85% do rendimento do mercado fonográfico, as maiores indústrias de gravação já implementam espaços de distribuição gratuita de suas músicas, pautando seus rendimentos em outros produtos, como o marketing gerado nesses espaços, etc.

Nesse sentido, atualmente há uma convergência entre as estratégias de repressão e de inserção ao compartilhamento de arquivos.  Nessa confluência, o direito autoral deixa de ser medida direta de valorizacão no mercado fonográfico e é mais claramente explorado por seu caráter repressivo – que, na história das leis autorais, sempre existiu. A partir desse viés repressivo, que vem se fortalecendo a partir da virada do milênio com as modificações das leis autorais para tentar abranger a realidade digital, o direito autoral se tornou uma ferramenta de controle do comportamento dos usuários na rede – especificamente o livre compartilhamento dos produtos culturai. Portanto, mesmo o direito autoral não sendo medida direta de valorização desses produtos, ele o é indiretamente, ao reprimir as formas espontâneas de compartilhamento fomentadas pelos usuários e ao apontar para os ambientes controlados das empresas de entretenimento como unico ambiente seguro e legal de aquisição de produtos culturais gratuitos.

O que quero discutir aqui é que, a partir da maior inserção do mercado fonográfico na esfera do compartilhamento de arquivos, há uma redefinição no terreno de disputa onde se insere os movimentos anti-copyright e a favor do livre compartilhamento. Não se trata mais de lutar pelo direito de distribuição gratuita de arquivos, e sim contra a formação hegemônica de ambientes controlativos e regulados e pela distribuição fomentada pelos usuários na forma de colaboração e inovação dos ambientes livres da rede.

Associação Antipirataria trava guerra contra comunidade de 755 mil no Orkut

20 Outubro , 2008

DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u455850.shtml

Uma guerra silenciosa, travada nos bastidores da principal rede social do país, preocupa internautas que baixam música pela internet. O Orkut, braço do Google que neste ano passou a ser chefiado por uma equipe brasileira, começou a deletar pedaços da sua maior comunidade dedicada a compartilhamento de arquivos MP3, a “Discografias”.

O endereço existe desde 2005, conta com três administradores anônimos (Madruga, Cris e Chris) e abriga 755 mil participantes cadastrados –o número de pessoas que a utiliza efetivamente é bem maior, já que para acessar seu fórum não é preciso de inscrever. Ali, internautas compartilham links com álbuns musicais inteiros sem pagar nada. A organização e o volume de material fez com que o endereço se tornasse uma central para quem procura esse tipo de conteúdo na rede brasileira.

“É o nosso principal cliente. Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a ‘Discografias’”, diz Edner Bastos, coordenador antipirataria da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), entidade que defende a propriedade intelectual.

Os moderadores da “Discografias”, que passam mais de cinco horas por dia trabalhando no fórum, impõem regras rígidas, inclusive banindo usuários mais insistentes. As proporções levaram à criação de comunidades satélite, que servem de apoio para a principal. Na “Discografia – Pedidos”, por exemplo, os usuários podem dizer o que querem baixar. Isso ajuda a não abarrotar o índice da comunidade “mãe” –onde entram apenas tópicos com o caminho do download.

Reprodução
Imagem da comunidade "Discografias", acusada pela APCM de ser a maior difusora de música ilegal no Orkut
Imagem da comunidade “Discografias”, acusada pela APCM de ser a maior difusora de música ilegal no Orkut

Hidra

No primeiro semestre deste ano, a APCM tirou do ar 118.750 links de filmes e músicas, 22.113 blogs e 20.332 arquivos P2P (”peer-to-peer”, referentes a programas de compartilhamento como eMule) da internet. Seu principal rival, no entanto, continua de pé.

“Estamos com várias discussões com o Google, em alguns pontos eles nos ajudam”, afirma Bastos. “Temos um trabalho para tirar [a comunidade "Discografias"] do ar, mas ela é muito complexa. É preciso pegar tópico por tópico para provar que todo aquele conteúdo é ilegal.”

A exclusão de algumas páginas dentro da comunidade já foi sentida pelos internautas. Em uma nota divulgada na quinta-feira passada, os moderadores da “Discografias” afirmaram que “tópicos continuam a sumir e não são devolvidos. Depois que a administração do Orkut passou para o Brasil, a coisa tem piorado muito”.

“Tiramos [o tópico] quando está constatado algum tipo de violação num link específico”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google no país. Nestes casos, o Google considera primeiramente a “liberdade de expressão”, diz ele. “A comunidade é legítima, porque há discussão de música também. Além disso, você sabe, a gente deleta uma, eles criam outra.”

A Folha Online entrou em contato com a moderação da comunidade. Sem se identificar, aceitaram responder à reportagem sobre seu trabalho na rede social.

“Muitas bandas, hoje, tanto no Brasil quanto no exterior, assumem que não fariam sucesso se não fosse a internet. Até o Presidente da República deu uma declaração favorável na semana passada sobre ‘baixar músicas da internet’. Ilegal e pirataria, na nossa opinião, é a venda de CDs piratas”, afirmam.

Segundo eles, o trabalho na Discografias é um “ótimo hobby”. Mesmo sob pressão, não cogitam fazer um blog ou outro tipo de fórum –só se o Google fechá-los de vez.

“É certo que muita gente só está no Orkut pelas poucas comunidades úteis e bem organizadas que sobraram, tais como a ‘Discografias’ e algumas outras. Com o seu fim, pensamos que o movimento no Orkut cairia consideravelmente”, apostam.

a casa caiu 1

17 Outubro , 2008

Blog de compartilhamento de músicas é retirado do ar

Fonte: Boletim G-Popai – http://www.gpopai.usp.br/boletim/article41.html

segunda-feira 6 de outubro de 2008, por jamila


Através de uma mensagem de e-mail em inglês Bruno Rodrigues, de 24 anos, soube que tinha três dias para alterar o conteúdo de seu blog ou ele seria retirado do ar pela empresa que o hospedava. “Recebi um email de notificação do Blogger/Google avisando que o blog estava sob denúncias de infringir direitos autorais. Na notificação, eles mandavam uma espécie de link para que eu pudesse consultar exatamente o que era a denúncia, mas esse link não funcionava e retornava um aviso de que o conteúdo estava sendo processado”, conta.

No dia 9 de setembro, seu blog – o Sombarato – junto com todo o seu conteúdo foi tirado do ar.

O Sombarato foi criado em 16 de janeiro de 2007, quando Rodrigues decidiu disponibilizar gratuitamente seu acervo de discos raros para os amigos. Em pouco tempo o site tornou-se popular e novos colaboradores foram adicionados ao blog que aumentava cada vez mais a quantidade e variedade de discos. “O grande diferencial do Sombarato sempre foi o acervo. Não se encontrava em outro lugar as dezenas de discos de frevos, rock psicodelico recifense e tantas outras raridades” lembra.

Segundo Filipe Barros, autor do “Manifesto a favor do Sombarato” (publicado no blog Sembarato, [1]) o blog reunia cerca de 2 mil discos – muitos dos quais não se encontram mais em circulação -, alem de áudios de shows ao vivo e aúdios de DVD. Segundo seu Manifesto, “boa parte dos artistas contavam com o Sombarato para divulgar seu conteúdo e disponibilizavam livremente suas músicas”.

Apesar de todos os links terem se perdido junto com o blog, Rodrigues ainda tem um bacup de suas músicas e de comentários que eram deixados no Sombarato. Mesmo assim, ele não pretende retomar o site. “Um dos colaboradores pretende continuar a história do sombarato. Vamos esperar”, diz.

É possível acompanhar o desenrolar dessa história através do novo blog, Sembarato (http://sembarato.blogspot.com), que reúne diversas mensagens de solidariedade ao Sombarato e manifestos contra a ação arbitrária de desativação do site.

DMCA

O Google justifica a retirada do blog Sombarato do ar com o Digital Millenium Copyright Act (DMCA), uma lei aprovada em 1998 nos Estados Unidos. Entre outras medidas, o DMCA permite que detentores de direitos autorais solicitem aos provedores de servicos online que bloqueiem o acesso a conteudos que violem direitos autorais ou os retirem de seus sistemas.

Blog Sembarato

Digital Millenium Copyright Act (em ingles)

Politica do Google sobre reclamacoes de violacao de direitos autorais

Veja as reclamacoes recebidas pelo Google com base no DMCA

Veja as perguntas comumente feitas sobre DMCA no site Chilling Effects

Observações

[1] http://sembarato.blogspot.com

Meu peito é de sal de fruta fervendo num copo d’agua!

31 Agosto , 2008

Bom, vou tentar começar aqui (e nunca acabar, como em todas as minhas tentativas de posts temáticos) a escrever sobre os shows que eu consegui ver aqui em Salvador.

Eu já assisti alguns, e todos muito bons… antes de vir pra cá, morava em uma cidadezinha que não oferecia porcaria de show nenhum… (um dia teve Gilberto Gil, que eu não fui… Teve Cordel do Fogo Encantado, q eu fui e curti demais, mas foi só isso).

Cou começar com o show que eu vi ontem a noite: o show do Tom Zé, na Concha Acústica do Teatro Castro Alves.

Primeiro eu acho que fui para esse show por resignação. Eu queria mesmo era ir para o show do João Gilberto, sexta que vem, mas por ingenuidade e falta de vontade de passar a noite numa fila para comprar ingressos – somada a canalhice das vendas de ingressos no TCA – fiquei três horas na fila e não consegui nem chegar perto de um ingresso… foi triste… estava me imaginando nesse show desde maio.

Daí, descobri que ia ter o show do Tom Zé, do disco Danç-eh-sá, disponível gratuitamente no site da Trama. Curto muito Tom Zé… Acho que ele é um gênio da música brasileira, supercriativo, mas ele é um doido!! A fase que eu curto muito dele é a de 68 a 76, e pensei que ele nunca mais ia tocar essas músicas novamente. Antes do show estava conversando sobre isso com minha mulher. A gente gosta de umas fases antigas de artistas que ainda estão na ativa. Gil de 68, 69. Jorge Ben de 63 a 76 etc. Achava que eles nunca mais iriam tocar essas músicas em um show, pois eles têm uma carreira muito extensa, e essas fases nem são as mais importantes da carreira deles (são para mim!). Até falei que o Gil devia voltar com uma turnê de 68/69, fase rock’n roll psicodélico… (Gil, se tiver de bobeira lendo esse blog, pense nisso irmão.. hahahahaha)

Mas então, por isso nem fiquei empolgado, em um primeiro momento, de ir ver Tom Zé. Não conheço muito os novos discos dele, e achava q só ia dar música nova. Aí, lendo jornal ontem, descobri que o ingresso era um quilo de alimento. Falei com minha mulher e resolvemos ir… era em um horário perfeito para show (18:00) e era sábado a noite, era a Concha Acústica e era, enfim, Tom Zé!

Eu gosto muito da Concha Acústica. É um lugar ao ar livre, relativamente pequeno, com uma arquibancada íngreme – mas que cabe muita gente -  e com um palco muito, muito baixo. Tem um lado todo legalize e outro mais família. Um dos melhores lugares que eu fui ver show. Da uma boa aproximação com o artista, e ele deve se sentir realmente bem ao estar quase no mesmo nível do público. O último show que o Tom Zé fez aqui em Salvador foi no começo do ano no Porto da Barra, numa homenagem à Tropicália, em um palco flutuante no mar que ficou muito longe do público. Ele disse em um jornal que demorava 15 minutos para ouvir os aplausos da platéia. Eu fui nesse show, mas tive que voltar antes dele tocar, pois estava de ônibus e o show começou muito tarde.

Então, chegamos na Concha, depois de descer a ladeira mais íngreme que eu já vi aqui em Salvador, compramos um latão de breja e esperamos. Ficamos vendo o público, bastante diversificado. Crianças de break light, senhoras de idade, velhos hippies, jovens descoladões, muitos cultizinhos etc. Quando decidimos entrar, lá estava o Tom Zé doido, de pé fora do palco, de cara com a platéia, com o microfone na mão e dando uma aula. O show fez parte de um evento produzido pela Coordenadoria de Ações Afirmativas, Educação e Diversidade da Universidade Federal da Bahia chamado Fórum Universidade, Juventude e Diversidade, e Tom Zé estava dando uma de palestrante. Falava de quando foi preso em Sampa pela ditadura. Ele era profissional do CPC aqui em Salvador, como diretor de música, mas quando pediram a ficha dele pros milicos da Bahia, estava limpa! Ficou abismado: “Como a ditadura queria melhorar o Brasil se nem minha ficha eles conseguiam? Eu era profissional do partido comunista, ganhava 30 cruzeiros por mês, e minha ficha saiu limpa? A Bahia nunca ajudou a ditadura”. E o interrogatório? Ele disse o seguinte: “No interrogatório me perguntaram: Você gosta da Hebe? Respondi: Gosto sim senhor! Depois perguntaram: E do Silvio Santos, você gosta? Gosto sim”. Que raios de interrogatório é esse?

Depois da palestra, o show começou com a banda de abertura: Ronei Jorge & Os Ladrões de Bicicletas. Banda decentíssima, faz uma rockeira com um pézão no samba. Já tinha ouvido eles no carnaval, em um show que eles fizeram no Rio Vermelho, mas ja estava muito doido, mal lembrava. Mas eles abriram o show com o Tom Zé no palco, e mandaram juntos a “Tô”, do “Estudando o Samba” de 1976…  Foi demais.

Algum tempo depois, o show principal. A Concha estava lotada. Não esperava tanta gente. Tom Zé entrou, com a cara pintada, aquelas roupas escalafobéticas e uma energia invejável. O cara é um passa mal no palco… pula, cai, grita, fala com os moradores vizinhos da Concha Acústica e comanda a platéia (e a banda). A banda, por sua vez, está sempre na corda bamba. Tem que ser ligeira, ficar ligada, pois o cara é imprevisível. Conversa com a platéia e depois vira e fala “toca aquela! Vai, Vai!”, e tem que tocar. Mas eles sabem segurar a bronca bem, já acompanham o cara há tempos.

Pensei que ele fosse fazer um show só do Danç-eh-sá. Já estava esperando as músicas sem palavra, embora eu soubesse que era impossível o Tom Zé fazer um show sem falar muito. Mas logo no começo ele mandou 2001, que ele fez em parceiria com Rita Lee e que foi gravada pelos Mutantes e pelo Gilberto Gil em 1969. Pirei. Nunca tinha ouvido ele cantado essa música, que eu curto muito. Fora q o cara é enérgico, performático, segura o público e faz todo mundo cantar baixinho, para não acordar a vizinhança. Lá pelo meio do show, ele mandou um “heim”, do estudando o samba. Onomatopéica também. Aliás, falam muito desse ultimo disco dele, mas ele sempre pirou nessa parada de minimalizar a letra das músicas. O “Estudando o Samba” é mais ou menos assim… As musicas tem quase todas os nomes monosilábicos, e mesmo em “Tom Zé” de 1970 ele ja pirava demais em incompreensões das palavras. O último disco dele foi um absurdo de tudo isso.

Outra música inacreditável que ele tocou foi a “Bush”. É uma música de protesto contra a guerra do Iraque, que eu ouvi em uma passeata que eu fui na paulista em 2003, com ele tocando (segundo ele, pela primeira vez) apenas voz e violão. Odiei a música!! Ela foi repetida umas tres mil vezes na passeata. E eu nem seguí a passeata inteira… Mas foi um dia bem marcante para mim e para minha mulher, e essa música até que me tras boas lembranças.

Cantou músicas novas também, tanto do disco recente quanto dos precedentes. Destaque para duas, que eu não conhecia e que, com ele cantando no palco, foi demais: “Nascer”, que fala do trauma de vir para esse mundo, e “12 14″ que ele fala da prostituição infantil. Músicas boas, vou correr atrás para achar.

Mas o melhor ficou pro finalzinho. Na última música do bis ele mandou o “Jimmy, Renda-se”, do disco de 70 (que eu ja postei no blog em um top 5 nacional). Quase toda a vez que eu e minha mulher ficamos esperando o show começar, tomando uma breja do lado de fora da Concha, nós conversamos sobre as músicas que os artistas não iriam tocar, mas que seria demais se tocassem. A principal que veio na minha cabeça foi essa. Eu gosto muito de “Jimmy, Renda-se”. Além da piração total com a lingua britânica, num embromation pra lá de macarrônico, é uma puta sonzera. Baixão marcado, boa variação ritmica… um rockão decentíssimo pro começo da década de 70. Outra música listada, das “são boas mas nem ele deve tocar mais” foi a “Tô”, primeira tocada da noite. Quando ele disse q a última música seria a Jimmy, Renda-se, eu desacreditei. O arranjo é totalmente outro, bem mais sossegado, mas foda-se! Eu curti demais ele ter tocado.

Bom, o show foi muito bom. Não esperava nada. Fui meio  que no “é um quilo de alimento e é Tom Zé”. Iria me arrepender muito de não ter ido.

Mais um top 1

21 Agosto , 2008

Bom, vou postar rapidinho aqui o album q estou mais ouvindo nesses últimos dias.

Africa Brasil – Jorge Ben

Link: http://rapidshare.com/files/63785310/Jorge_Ben.zip

tirado de http://rocktowndownloads.blogspot.com/

Discão!! Sou muito fã do Jorge Ben… muito mesmo. Acho que o cara fez muita história na música nacional, influenciou as melhores bandas da atualidade e deixou uma porrada de discos sensacionais e de músicas que nem ele toca mais. Vim baixando os discos dele desde Samba Esquema Novo de forma cronológica e esse foi o último que peguei. Nesse o Jorge se superou… se acertou com a guitarra elétrica, deixou um pé firme no samba e enfiou o outro no rock/funk/soul. Fez releituras de músicas antigas, meio bossas, e colocou um peso. Demais!!! Na minha opinião é um dos melhores discos dele. Destaque para a música “Africa Brasil”, releitura da “Zumbi” (… Zumbi é Senhor das Guerras, Zumbi é Senhor das Demandas… ) uma das músicas que eu mais gosto dele… ficou pesada, gritada, como ela deveria ser. Eu quero ver quando Zumbi chegar… quero ver!!

Aos poucos vou colocando os discos do Jorge Ben que eu curto…

Top 1 (!?!)

6 Agosto , 2008

A vida é loka, o tempo é breve, rapadura não é mole e tudo mais!

Estou atarefadíssimo, nos finalmente da minha dissertação de mestrado, trabalhando oito dias por semana e sem tempo para lhufas. O blog anda meio abandonado por isso. Mas resolvi aqui fazer um top 1 das ultimas semanas e colocar o disco que mais tenho ouvido ultimamente, primeiro porque ele é ótimo, depois para espantar as moscas e tirar as teias de aranha desse blog. Vai lá:

The Beatles – The Beatles (The White Album)

Fonte: http://blogdosforistas.blogspot.com

Download CD 1

Download CD2

Sempre gostei demais da fase psicodélica e droguenta dos Beatles. Sem tirar sua importância, nunca gostei muito da fase “iê iê iê”. Mas mesmo assim, era fascinado pelo Revolver, Srt. Peppers e Abbey Road e deixei o White Album um pouco de lado. Aí, ha poucos meses atrás, coloquei todos os álbuns que eu tinha dos Beatles para tocar em sequência enquanto eu fazia meus trabalhos e quando tocou Happyness Is a Warm Gun eu pirei. Logo em seguida tocou Martha My Dear e eu achei uma das musicas mais bonitas que eu ja tinha ouvido (depois descobri que Paul fez ela para o sua cachorra) e em seguida tocou I’m So Tired, que era o retrato da estafa mental que eu estava passando. Fiquei chapado. Já tinha ouvido o disco antes algumas músicas já tinham me marcado, como Why don’t we do it in the road, While my guitar gently weeps (que tem participação de Eric Clapton, amigo de George) e Honey Pie, que me fez lembrar do cover frenético que o Pixies fez dessa música no disco BBC Session, fora as musicas ja batidas como Ob-la-di-Ob-la-da ou Back in a USSR, e a fantástica Helter Skelter, mas eu nunca tinha ouvido o disco daquele jeito. Ouvi muito e estou ouvindo ainda, e sugiro que ouçam também. O disco, nono da carreira dos Beatles e lançado em 1968, é o retrato do caos da banda já em sua desintegração, marcado por uma série de problemas pessoais. Como cada integrante estava indo para um lado musical, o disco é variado. Quase não tem composições de John e Paul juntos. Muitas músicas foram gravadas por apenas parte dos integrantes da banda e Ringo Star até desistiu da gravação e saiu dos Beatles por um tempo, tendo suas baquetas assumidas por Paul em poucas gravações. No meio dessa bagunça, saiu esse ótimo disco.

Top 5 Ganja Music!

18 Julho , 2008

E aí doidos!

Como eu estou praticando meu lado marketeiro nesse blog, resolvi juntar os dois assuntos mais populares daqui – compartilhamento de arquivos e maconha – em um só e decidí fazer um top 5 com as músicas mais marofadas que eu conheço (ou que eu me lembro agora). Da larica só de ouvir!

Trojan Ganja Reggae Box Set

Fonte: http://punkdownloads.blogspot.com

Download CD 1

Download CD 2

Download CD 3

A Trojan Records é uma gravadora Inglesa fundada em 1968 e é uma das mais importantes divulgadoras de música jamaicana. Atendendo a pedidos de colecionadores, a Trojan decidiu remasterizar todo o seu acervo fora de catálogo e lançou diversos Box Sets como esse, sempre remetendo a um estilo (Ska, Dub, Rocksteady, Roots Reggae etc). Se vcs clicarem na fonte dos links desse álbum, tem uma boa lista de “Trojan Box Sets” disponível. Recomendo o Trojan Dub Box Set (ia colocar ele nessa lista, mas resolvi priorizar outros álbuns). Bom, nada melhor que começar uma lista de músicas maconhísticas do que com o álbum mais marofado que eu ja ouvi. É uma coletânea de 3 discos, com músicas de vários estilos de reggae, todas declamando seu amor, adoração, carinho e ternura pela maconha.

Peter Tosh – Legalize it

Fonte: http://www.riquedoreggae.com/

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Genuino descendente dos Wailers, Peter Tosh usa aqui seu reggae roots decentíssimo para levantar a bandeira da legalização da cannabis. A faixa título desse disco é o manifesto do movimento pro-canabbis. Fora que a capa do disco é fantástica! Peter Tosh foi, junto com Bob Marley e Bunny Livingston, o fundador do The Wailers. Saiu do grupo em 1973 e esse foi seu album de estréia na carreira solo.

Cypress Hill – Los Grandes Exitos en Español

Fonte: http://maniacopordownload.blogspot.com/

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Como não só de reggae vive um cabeçudo, aqui está um ótimo disco de rap latino chapado. Lançado em 1999, esse álbum é uma coletânea das melhores músicas da banda de rap californiana Cypress Hill cantadas em espanhol (como o próprio nome diz). O Cypress Hill é uma banda polêmica, e inclui em suas letras a apologia às drogas e a luta pela legalização da maconha nos Estados Unidos. Nesse disco, o recado é dado em Yo Quiero Fumar, Loco en el Coco (q eu prefiro na versão em inglês, Insane in the Brain) Dr. Dedoverde e Marijuano Locos.

Bezerra da Silva – O Samba Malandro de Bezerra da Silva (Box 4 cds)

Fonte: http://www.cdscompletos.net/

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Mestre Bezerra da Silva tem em sua discografia cerca de 32 discos. Começou a carreira cantanto côco, mas logo pôs os dois pés no samba de partido alto e lá fez escola e virou professor. Bezerra fez sucesso no samba sempre cantando composições de artistas desconhecidos, muitos deles assinados com codinomes. Sempre buscou músicas que fossem cronicas do cotidiano das favelas do Rio de Janeiro, seu habitat, e um dos seus temas favoritos era a maconha. Músicas como Garrafada do Norte, A Semente, Malandragem dá um Tempo, Se Leonardo da Vinte e Nunca Vi Ninguém Dar Dois em Nada, todas presentes nesse box-coletânea – são sambas maconheiros de um dos caras que primeiro inseriu essa temática na música brasileira.

Planet Hemp – Usuário

Fonte: http://musicgratis.blogspot.com

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Rap, Rock’ n Roll, Psicodelia, Hardcore e Ragga. Assim se auto-define o Planet Hemp. Banda carioca surgida em 2003, fez história no rock e no rap nacional, pelo som cabuloso e pela fumaça que faziam. A polêmica era tanta que seus integrantes foram presos pela velha e boa apologia às drogas, que levantou a não superada discussão sobre a liberdade de expressão na democracia brasileira. Assisti um show deles quando tinha uns 16 anos. Era tanta fumaça que mal dava para ver o palco. A banda foi influenciada por todos os artistas listados acima, desde o reggae do Tosh até o samba do Bezerra, passando pelo rap maconhístico do Cypress Hill.

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