Arquivo da categoria ‘Compartilhamento’

Rádio de música jamaicana

9 Setembro , 2009

Galera do maaaal!!

Passei pra dar uma dica:

Estava eu, um dia, fuçando no amarok, reprodutor de música aqui do mandriva, e encontrei uma rádio online fudidíssima de reggae, ska, dub, rocksteady, etc. Desde então não consigo mais ouvir outra coisa!

Pra quem gosta ou quer conhecer várias vertentes de boa música jamaicana, la vai: http://www.azevedo.ca/scratch/scratch.m3u

Não rola só em Gnu/Linux não. É só clicar no link, fazer download do arquivinho e abrir no seu reprodutor de música preferido. No amarok e no winamp, pelo menos, rola saber o nome da banda e da música que está rolando no momento.

Espero que vcs gostem.

O Gnu/Linux e o Candomblé

13 Julho , 2009

Semana passada, sexta-feira, eu acompanhei minha esposa em um encontro estadual dos pontos de cultura da Bahia. Ela estuda esses pontos, estava acompanhando esse evento desde quarta feira, e sexta ela me convidou pra ir e eu, para minha sorte, aceitei. Acontece que ela me convidou por um motivo bem específico:  ela encontrou uma senhora que estava com problemas em instalar um modem 3g em um notebook com distribuição gnu/linux. Como eu consegui instalar o mandriva no computador de minha esposa e consegui fazer com que o modem 3g dela funcionasse, ela pressupôs que eu sabia fazer aquilo.

Eu não sou um bom usuário de gnu/linux. Gosto de fuçar, sei abrir o terminal e copiar as linhas de comando que só agora eu tenho uma pequena noção do que fazem, mas não passo perto de ser um desenvolvedor (malemá sou um usuário meia boca). O meu negocio é fuçar. Curto fuçar em tudo, seja coisas relacionadas ao computador, seja outra coisa. Gosto de arrumar porta, torneira, fazer gambiarras, antenas, mesas improvisadas, etc., e o gnu/linux é o melhor sistema operacional pra quem gosta de fazer isso. Curto ter que correr atras das coisas para que elas funcionem bem no computador, ao invés de ter tudo instaladinho. Claro que tem vez que é frustrante (por exemplo, não consegui fazer funcionar minha webcam no meu mandriva), e as vezes, na maioria das vezes, as coisas funcionam de um jeito que não sei explicar como. Coloco la no terminal as linhas copiadas em receitas de bolo, da um tipo de erro, fuço aqui, fuço ali, e quando eu desisto eu percebo q a parada está funcionando. Isso da um pouco de alegria de ver a parada funcionando e um pouco de frustração, de não saber mto bem como funcionou. Com o modem 3g da minha mina foi isso que aconteceu. Mexi, mexi, desisti e funcionou. Então eu não sabia muito bem como eu consegui instalar a parada no computador dela. Fui tentar fazer a mesma coisa com o meu e passei longe de conseguir. E agora eu tinha esse desafio: aprender e instalar o modem 3g no computador de uma senhora que eu nem sabia quem era.

Bom, cheguei lá na sexta. O encontro estava sendo em um hotel q ficava no Itaigara, um bairro bem classe média alta daqui de Salvador. Lá é completamente diferente dos lugares que eu conheço aqui, dos lugares onde morei e onde eu gosto de dar um rolê. É o que chamam de “centro novo” de Salvador, uma parte da cidade razoavelmente nova, que junto com Pituba e Iguatemi, veio substituir o bom e (muito) velho Comércio como centro empresarial da cidade, e isso fez com que o Comércio ficasse às moscas, degradado, arruinado. É um bairro feio, cheio de prédios, empresariais, comerciais e residenciais, quase sem casas.

O encontro foi bem massa. Não mto por causa do conteúdo. Não q o conteúdo não fosse massa, mas é q não me interessava tanto como interessou minha esposa, que efetivamente pesquisa aquilo. O que mais me interessou foi a diversidade de pessoas juntas no mesmo lugar, o que, nas minhas divagações, simbolizava a diversidade da produção cultural do estado da Bahia (por se tratar, basicamente, de um encontro de produtores culturais). Lá tinham indígenas de cocar, mães e pais do candomblé, rastafaris, doidos de 60 anos de idade, pessoas de calça social e gravata, hippies, moderninhos, geeks, etc. Achei demais.

Nesse meio tempo encontramos a senhora que queria que eu intervisse no computador dela. Era uma senhora negra, com vestimentas de candomblé. Supus que ela seria mãe de santo (acho que o nome certo pra isso é ialorixá) ou tinha um cargo político no terreiro, que era onde ficava o ponto de cultura que ela estava representando. Ela era incrívelmente paciente, gente boa demais e muito atenta. Conversei com ela e descobri que ela queria que eu configurasse todos os tipos de conexão com a internet que o computador dela conseguisse fazer: 3G, modem discado, cabo, wireless.

Eu sou um super simpatizante do candomblé. Sei da importância política que eles têm aqui no estado, e da crucial militância a favor da manifestação da cultura negra. Em épocas de proibição, os terreiros de candomblé foram os principais atores na luta a favor da manifestação cultural e contra a opressão de todo um povo. Hoje, eles são engajados (e sofrem bastante também) na luta pela diversidade religiosa, pois vários terreiros são hoje atacados por “fundamentalistas evangélicos”, que por um motivo bem imbecil, acreditam que toda manifestação religiosa negra é enviesada para o mal, é a própria manifestação do demo e deve ser combatida. Pura intolerância, desconhecimento e idiotice. Fui, um dia, numa festa de um terreiro de candomblé de caboclo aqui em Salvador, e foi uma das coisas mais impressionantes, animadas e legais que fizemos aqui.

Na hora eu comecei minha tentativa de trabalho. Por uma surpresa, ela usava a mesma distribuição gnu/linux que eu tinha, o mandriva. Foi mais fácil assim, pois dependendo da distribuição, eu ia ter que aprender onde estavam as coisas para depois aprender como alterá-las. Outra sorte foi que lá tinha um ponto de internet, pois sem isso, minha tentativa ia ser impossível.

Bom, foi tudo ao mesmo tempo agora. Embora ela fosse bem paciente, ela estava muito na vontade de ver a coisa funcionar. Enquanto eu procurava os benditos tutoriais na rede, ela me pedia para que eu fuçasse no wireless ou no modem discado, etc. Mas sem pressão. Ela sabia da minha condição de noob fuçador. Batemos um papo bom sobre tecnologia e eu descobri que ela era uma grande entusiasta do software livre. Sabia bem dos avanços técnicos e políticos do gnu/linux, e não abria mão de utilizá-lo. Ela não tinha dual boot no micro dela. Embora estivesse aprendendo, seu computador, por opção, funcionava exclusivamente em mandriva. Ela preferia comprar outro modem 3g com suporte gnu/linux do que instalar o windows. Fiquei completamente envergonhado com meu dual boot boqueta e resolvi, com esse papo, instalar integralmente um debian aqui no meu computadorzinho.

Bom, minha luta estava sendo travada. Era eu contra a máquina. Como não sabia tããão bem o que eu estava fazendo (com o consentimento da dona da máquina, claro) e como eu tinha um comprometimento moral para que aquele troço funcionasse (como diz minha esposa, sou muito obstinado), a luta foi braba, e a máquina estava ganhando por pontos de distância. Outro ponto a favor da máquina foi que o modem 3g não estava lá com a gente, então seria muito difícil configurá-lo. Quando disse isso, na hora a senhora ligou para alguém e pediu para que o modem fosse levado pra lá. Depois dessa, pensei: meu, ela quer muito que isso funcione, tenho muito que me dedicar nessa fita e quero mto q de certo.

Minha primeira vitória contra a máquina foi o wireless. Esse foi fácil, pois já conhecia os golpes. Instalar wireless foi a minha primeira enxaqueca com o gnu/linux, ainda quando eu tinha um ubuntu instalado em um computador de mesa que acabamos vendendo. Foi bem mais fácil do que da primeira vez, nem precisei de um tutorial. Dei um ipon e pronto. A mesma coisa foi com a internet a cabo. Foi só ligar o cabo e ficar clicando nos OKs e pronto. O terceiro round, o modem discado, tb não me causou problemas. Nunca tinha feito isso antes, e demandou outros tipos de informação, como o telefone que o modem tinha que discar para conseguir conectar. Entrei no site do provedor, falei num chat com o atendente e pronto. Daí foi só configurar a paradinha com a ajuda de um santo tutorial (deixo aqui meus enormes agradecimentos a todos os anjos de candura que produzem essas coisas magníficas que são os tutoriais: vcs são meus mestres professores.. hahahaha).

Bom, 3 a 0 pra mim, mas o pior ainda estava por vir: o maldito modem 3g. Enquanto o modem não chegava, fui me armando de tutoriais e batendo papo com a dona da máquina. Ela era de um ponto de cultura da cidade de Camaçari, que faz divisa com Salvador e faz parte da Região Metropolitana da capital. O terreiro dela ficava em uma zona rural, bem longe de qualquer tipo de conexão com a internet. Nem o 3g funcionava lá, só internet discada. O 3g era pra quando ela fosse pra cidade. Camaçari é conhecida aqui por causa do polo petroquímico da Petrobrás, maior polo industrial da Bahia e o maior polo industrial integrádo do hemisfério sul, segundo o omniciente wikipedia e instalado lá desde 1978. Já tinha lido sobre a cidade e o impacto do polo. A cidade era pacata, quase vazia, meio rural. Depois da construção do polo, a cidade sofreu um inchaço populacional tão grande que virou um caos.

Bom, nesse meio tempo chegou o meu novo oponente: o modem 3g. A nova luta se iniciara e um novo problema se apresentou: ela não sabia a senha do administrador da máquina, sendo impossível eu entrar como sudo no terminal para colar minhas receitinhas de bolo. Mas como eu conseguia entrar na parte de configuração do mandriva sem precisar dessa senha, lembrei que dá pra entrar, de lá, em um terminal já como administrador. RÁ!

Comecei. Fiz o que eu sabia logo de começo e já, logo de começo, deu o primeiro pau. Em uma opção de configuração de instalação de uma rede 3g do próprio mandriva, o maldito disse que não tinha conseguido instalar uns pacotes lá (ó o nível do meu conhecimento, hahahahaha). No computador da minha esposa, foi meio que isso q eu fiz e deu certo. No meu, eu fiz isso e não rolou. No da senhora também não. Tentei fazer o que os tutoriais me ensinavam e nada. Entrei no pendrive do modem e lá tinha uns drivers pra linux. Instalei um (que, pra variar, não fazia ideia do que era) e rolou. Fiz isso com outro e nada. Do meu lado estava a paciente senhora, olhando quase que sem piscar para tudo que eu tava fazendo, meio que tentando aprender aquilo que nem eu sabia. Fiquei uma hora e meia na frente do computador, e ela ficou uma hora e meia olhando pra tudo que eu estava fazendo, com um misto de curiosidade e vontade de que aquilo funcionasse. Eu ia tentando explicar o que eu achava que estava fazendo, tentando ensinar até onde eu sabia e deixando claro aquilo que eu não sabia muito bem mas que eu ia tentar mesmo assim.

Passei muito tempo nessa. Tentei várias coisas diferentes e já estava desistindo quando aconteceu. Estava lá, no pendrive do modem, quando este parou de funcionar. Do nada, não pude mais acessar nenhum arquivo dele e na hora pensei: fodeu! Daí, do nada, a luzinha do modem, que tava vermelha, ficou verde e depois azul. A mulher se animou e soltou um grito: FICOU AZUL! Interpretei aquilo como um sucesso. Realmente, quando o modem é reconhecido, a luz fica azul. Entrei no centro de rede do mandriva e estava lá, em laranja “modem 3g zte alguma coisa”. RÁ!

Desconectei a conexão wireless e fui tentar conectar o modem 3g. Nada. Lá veio a frustração. Nessa hora, vi que ao meu redor estavam mais 3 espectadores vendo o combate. Infelizmente, nenhum dos 3 sacavam de software livre. Todos que sabiam disso estavam com minha esposa num debate acaloradíssimo sobre gnu/linux e os pontos de cultura. No encontro tinha vários desenvolvedores de software livre, e eu mesmo fui atrás de algum para me ajudar ou para me substituir no combate, mas estavam ocupados (claro que não é culpa deles, eles estavam lá pra debater, eu estava lá pra instalar o coisinho). Foi quando recebi uma informação de um espectador: não tem sinal aqui dentro pra modem 3g, não consegui conectar o meu. Desconectei o modem, conectei novamente e foi mesma coisa: luz vermelha, luz verde, luz azul e o modem 3g zte qualquer coisa no centro de rede. Sucesso, eu pensei, mesmo que limitado e sem uma real comprovação empírica, sucesso. Avisei minha amiga: ó, não tem sinal aqui. Vc vai ter que testar isso em algum lugar q tenha sinal, se não funcionar, vc me liga.

A mulher ficou animadíssima. Viu aquilo como uma possibilidade de continuar com seu queridíssimo software livre e não precisar mais quebrar a cabeça com um modem. Ficou muito agradecida, e eu tb. Por causa dela eu pude aprender mais um pouquinho sobre o gnu/linux, além de poder conhecê-la e bater um papo bem firmeza com ela. Me senti bem, satisfeito e também agradecido. Achei animal a perseverança e a paciência dela, além da vontade de que aquilo desse certo. Por fim, fui convidadíssimo para uma festa no terreiro dela, eu e a minha esposa, o que eu aceitei beem de antemão, pois sei q vai ser mto legal. Isso graças ao software livre e a minha esposa, que acreditou na minha obstinação.

Hoje vai ter festa no Gonga!

19 Junho , 2009

Galera do mal.

Finalmente vai acontecer uma coisa aqui por essas bandas digna (digníssima) de ser postada aqui no blog.

Acabei de descobrir (por meu grande amigo Zinão, valeu Zino!) que amanhã, na cidade aqui do lado, vai ter show dos Los Sebosos Postizos. Pra escoar um pouco dessa minha ansiedade e entusiasmo, vou colocar aqui a gravação do show q eles fizeram no Sesc Pompeia em Sampa. Domingueira eu posto aqui como foi o show (nunca cumpro as promessas que faço nos posts, hahahahaha, mas essa eu vou tentar)

139_bi_sebosos_gLos Sebosos Postizos – Sesc Pompéia

DOWNLOAD PARTE 1
DOWNLOAD PARTE 2

Fonte: http://boamusicaeafins.blogspot.com

Bom, ja vou começar começando: Los Sebosos Postizos = Nação Zumbi + Mundo Livre tocando Jorge Ben! Só isso bastaria para esse blog. As banda mais fudidas do Brasil (na verdade, acho q só tem (ou tinha) o tecladista do mundo livre) tocando O CARA  mais fudido do Brasil!  Acho que foi o mesmo Zino que me apresentou a banda, em 2005 ou 2006. Eles fizeram show no Sesc Popéia, deve ter rolado em mais alguns lugares e ja era. Não tinha a mínima esperança de vê-los ao vivo, pensei que fosse um projeto momentâneo dos caras, e me deliciava com essas gravações. E elas são do caralho. Só o fino do fino, a nata da produção do Jorge. Eles tocam só musica da fase que eu mais curto do cara, músicas que nem ele tocaria, eu acho. Rola Zumbi, Jovem Samba, O Nascimento de um Príncipe Africano, O Homem da Gravata Florida, Umbabarauma, A Tamba…, em versões carangueijadas da mais pura lama dos mangues de Recife. DO CARALHO!! Quem ler esse post a tempo e for alucinado por Jorge Ben, o show vai rolar na Kraft, em Campinas, às 23 hrs amanhã, dia 20/06. Imperdível.

Free TPB!

17 Fevereiro , 2009

Está rolando desde ontém, na Suécia, o julgamento contra o The Pirate Bay – o maior, o mais legal e o mais combativo gerenciador de torrents do mundo. Eles estão sendo acusados de favorecer a infração de direitos autorais, e estão sendo processados por grandes empresas do cinema e da música. Ao todo, está sendo pedido uma bolada astronômica em dinheiro e até 2 anos de reclusão. O processo é a continuação da perseguição ao site que começou em 2006, quando os servidores do The Pirate Bay foram apreendidos pela polícia suéca em conformidade com uma denúncia feita pelas mesmas Majors que agora estão no tribunal. Naquela época, o site voltou a todo vapor três dias depois e os administradores rechaçaram a ação com notas tirando um sarro das empresas responsáveis – respostas praxe do site.

Agora os três administradores do site Peter Sunde, Frederik Neij e Gottfrid Svartholm Warg estão nos tribunais no que está sendo chamado de “o julgamento da década sobre os direitos autorais”. Em uma entrevista coletiva antes do primeiro dia de julgamento, eles disseram que tal ação não tem objetivos de acabar com o site – pois há outras pessoas capazes de tocá-los pra frente – mas sim penalizar os administradores. Ainda assim, dizem não adiantar nada impor multas pois eles não tem como pagá-las.

Contudo, o que está por trás de tal ação judicial é a legitimidade ou não dos serviços de torrent e de todo compartilhamento de arquivos. O The Pirate Bay é conhecido não só por ser um servidor torrent, mas também por fazer parte de um grupo político a favor do compartilhamento, no qual inclui o Partido Pirata Suéco e a entidade The Pirate Bureau. Sempre se posicionaram politicamente a favor da livre troca e da liberdade de compartilhamento dos bens culturais. Justamente por isso estão transformando seu julgamento em um evento midiático na rede o que eles chamam de “Spectrial” (spetacular trial – julgamento espetacular), um julgamento performance para levantar a bandeira em prol da pirataria online. Como aconteceu em maio de 2006 – data da apreensão dos servidores do site – os administradores fizeram um apelo para os piratas da europa para acompanharem o julgamento e participarem de manifestações a favor do servidor. Eles conseguiram também que o julgamento fosse transmitido ao vivo na internet. A partir da transmissão, mobilizaram blogueiros e twiteiros para traduzir e disseminar notícias sobre a batalha jurídica.

Estou acompanhando pelo twitter em português e pelos blogs. Hoje foi o segundo dia de julgamento (de aproximadamente 13 dias) e, segundo twitter, metade das acusações foram retiradas ainda antes do pronunciamento da defesa.

Vou colocar aqui alguns links de blogs, sites e do twitter para quem quiser conhecer melhor e acompanhar o julgamento:

http://info.abril.uol.com.br/aberto/infonews/022009/13022009-45.shl (notícia na Info Online sobre o julgamento)

http://www.andafter.org/publicacoes/pirate-bay-vai-a-julgamento-hoje_880.html (blog bem massa que conheci hj que trás um aglomerado de notícias sobre o assunto)

http://search.twitter.com/search?q=%23spectrial-pt (tradução para a língua portuguesa das notícias atualizadas do julgamento)

http://sites.google.com/site/spectrialpt/Home (tradução para o português da documentação do caso feito pelos manifestantes à favor do TPB)

A casa caindo 3

20 Outubro , 2008

A pouco tempo estamos vendo no Brasil um aumento das estratégias de repressão ao compartilhamento de arquivos na Rede. Em 9 de setembro, o blog de mp3 Sombarato saiu do ar após receber uma notificação do serviço de blog Blogger – serviço de publicação de blog do Google e o mais popular no Brasil – notificando-o que seu conteúdo estava sobre acusação de infringir as leis de direito autoral de acordo com o Digital Millenium Copyright Act (DMCA).

Do mesmo modo, há mais de um mês, uma das maiores comunidades de troca de links do Orkut, a Discografias, está vendo seus tópicos deletados pelo Orkut – rede social do Google – a partir de denúncias feitas pela APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música).

Contudo, essas estratégias de repressão à livre troca de arquivos digitais estão sendo cada vez mais acompanhadas por estratégias de inserção das grandes indústrias fonográficas e de novos atores do mercado da música na realidade digital de distribuição de produtos culturais. Novas formas de negociar os produtos culturais do mercado fonográfico já representam uma outra forma de valorização e de investimento para os atores desse mercado. Uma dessas estratégias é justamente a parcial relativização do direito autoral na valorização direta desses produtos. Embora a venda direta dos produtos (seja em cd, dvd, mp3, tec) representam ainda 85% do rendimento do mercado fonográfico, as maiores indústrias de gravação já implementam espaços de distribuição gratuita de suas músicas, pautando seus rendimentos em outros produtos, como o marketing gerado nesses espaços, etc.

Nesse sentido, atualmente há uma convergência entre as estratégias de repressão e de inserção ao compartilhamento de arquivos.  Nessa confluência, o direito autoral deixa de ser medida direta de valorizacão no mercado fonográfico e é mais claramente explorado por seu caráter repressivo – que, na história das leis autorais, sempre existiu. A partir desse viés repressivo, que vem se fortalecendo a partir da virada do milênio com as modificações das leis autorais para tentar abranger a realidade digital, o direito autoral se tornou uma ferramenta de controle do comportamento dos usuários na rede – especificamente o livre compartilhamento dos produtos culturai. Portanto, mesmo o direito autoral não sendo medida direta de valorização desses produtos, ele o é indiretamente, ao reprimir as formas espontâneas de compartilhamento fomentadas pelos usuários e ao apontar para os ambientes controlados das empresas de entretenimento como unico ambiente seguro e legal de aquisição de produtos culturais gratuitos.

O que quero discutir aqui é que, a partir da maior inserção do mercado fonográfico na esfera do compartilhamento de arquivos, há uma redefinição no terreno de disputa onde se insere os movimentos anti-copyright e a favor do livre compartilhamento. Não se trata mais de lutar pelo direito de distribuição gratuita de arquivos, e sim contra a formação hegemônica de ambientes controlativos e regulados e pela distribuição fomentada pelos usuários na forma de colaboração e inovação dos ambientes livres da rede.

Associação Antipirataria trava guerra contra comunidade de 755 mil no Orkut

20 Outubro , 2008

DIÓGENES MUNIZ
editor de Informática da Folha Online

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u455850.shtml

Uma guerra silenciosa, travada nos bastidores da principal rede social do país, preocupa internautas que baixam música pela internet. O Orkut, braço do Google que neste ano passou a ser chefiado por uma equipe brasileira, começou a deletar pedaços da sua maior comunidade dedicada a compartilhamento de arquivos MP3, a “Discografias”.

O endereço existe desde 2005, conta com três administradores anônimos (Madruga, Cris e Chris) e abriga 755 mil participantes cadastrados –o número de pessoas que a utiliza efetivamente é bem maior, já que para acessar seu fórum não é preciso de inscrever. Ali, internautas compartilham links com álbuns musicais inteiros sem pagar nada. A organização e o volume de material fez com que o endereço se tornasse uma central para quem procura esse tipo de conteúdo na rede brasileira.

“É o nosso principal cliente. Em se tratando de música, ninguém tem mais arquivos que violam direitos autorais do que a ‘Discografias’”, diz Edner Bastos, coordenador antipirataria da APCM (Associação Antipirataria Cinema e Música), entidade que defende a propriedade intelectual.

Os moderadores da “Discografias”, que passam mais de cinco horas por dia trabalhando no fórum, impõem regras rígidas, inclusive banindo usuários mais insistentes. As proporções levaram à criação de comunidades satélite, que servem de apoio para a principal. Na “Discografia – Pedidos”, por exemplo, os usuários podem dizer o que querem baixar. Isso ajuda a não abarrotar o índice da comunidade “mãe” –onde entram apenas tópicos com o caminho do download.

Reprodução
Imagem da comunidade "Discografias", acusada pela APCM de ser a maior difusora de música ilegal no Orkut
Imagem da comunidade “Discografias”, acusada pela APCM de ser a maior difusora de música ilegal no Orkut

Hidra

No primeiro semestre deste ano, a APCM tirou do ar 118.750 links de filmes e músicas, 22.113 blogs e 20.332 arquivos P2P (”peer-to-peer”, referentes a programas de compartilhamento como eMule) da internet. Seu principal rival, no entanto, continua de pé.

“Estamos com várias discussões com o Google, em alguns pontos eles nos ajudam”, afirma Bastos. “Temos um trabalho para tirar [a comunidade "Discografias"] do ar, mas ela é muito complexa. É preciso pegar tópico por tópico para provar que todo aquele conteúdo é ilegal.”

A exclusão de algumas páginas dentro da comunidade já foi sentida pelos internautas. Em uma nota divulgada na quinta-feira passada, os moderadores da “Discografias” afirmaram que “tópicos continuam a sumir e não são devolvidos. Depois que a administração do Orkut passou para o Brasil, a coisa tem piorado muito”.

“Tiramos [o tópico] quando está constatado algum tipo de violação num link específico”, afirma Félix Ximenes, diretor de comunicação do Google no país. Nestes casos, o Google considera primeiramente a “liberdade de expressão”, diz ele. “A comunidade é legítima, porque há discussão de música também. Além disso, você sabe, a gente deleta uma, eles criam outra.”

A Folha Online entrou em contato com a moderação da comunidade. Sem se identificar, aceitaram responder à reportagem sobre seu trabalho na rede social.

“Muitas bandas, hoje, tanto no Brasil quanto no exterior, assumem que não fariam sucesso se não fosse a internet. Até o Presidente da República deu uma declaração favorável na semana passada sobre ‘baixar músicas da internet’. Ilegal e pirataria, na nossa opinião, é a venda de CDs piratas”, afirmam.

Segundo eles, o trabalho na Discografias é um “ótimo hobby”. Mesmo sob pressão, não cogitam fazer um blog ou outro tipo de fórum –só se o Google fechá-los de vez.

“É certo que muita gente só está no Orkut pelas poucas comunidades úteis e bem organizadas que sobraram, tais como a ‘Discografias’ e algumas outras. Com o seu fim, pensamos que o movimento no Orkut cairia consideravelmente”, apostam.

a casa caiu 1

17 Outubro , 2008

Blog de compartilhamento de músicas é retirado do ar

Fonte: Boletim G-Popai – http://www.gpopai.usp.br/boletim/article41.html

segunda-feira 6 de outubro de 2008, por jamila


Através de uma mensagem de e-mail em inglês Bruno Rodrigues, de 24 anos, soube que tinha três dias para alterar o conteúdo de seu blog ou ele seria retirado do ar pela empresa que o hospedava. “Recebi um email de notificação do Blogger/Google avisando que o blog estava sob denúncias de infringir direitos autorais. Na notificação, eles mandavam uma espécie de link para que eu pudesse consultar exatamente o que era a denúncia, mas esse link não funcionava e retornava um aviso de que o conteúdo estava sendo processado”, conta.

No dia 9 de setembro, seu blog – o Sombarato – junto com todo o seu conteúdo foi tirado do ar.

O Sombarato foi criado em 16 de janeiro de 2007, quando Rodrigues decidiu disponibilizar gratuitamente seu acervo de discos raros para os amigos. Em pouco tempo o site tornou-se popular e novos colaboradores foram adicionados ao blog que aumentava cada vez mais a quantidade e variedade de discos. “O grande diferencial do Sombarato sempre foi o acervo. Não se encontrava em outro lugar as dezenas de discos de frevos, rock psicodelico recifense e tantas outras raridades” lembra.

Segundo Filipe Barros, autor do “Manifesto a favor do Sombarato” (publicado no blog Sembarato, [1]) o blog reunia cerca de 2 mil discos – muitos dos quais não se encontram mais em circulação -, alem de áudios de shows ao vivo e aúdios de DVD. Segundo seu Manifesto, “boa parte dos artistas contavam com o Sombarato para divulgar seu conteúdo e disponibilizavam livremente suas músicas”.

Apesar de todos os links terem se perdido junto com o blog, Rodrigues ainda tem um bacup de suas músicas e de comentários que eram deixados no Sombarato. Mesmo assim, ele não pretende retomar o site. “Um dos colaboradores pretende continuar a história do sombarato. Vamos esperar”, diz.

É possível acompanhar o desenrolar dessa história através do novo blog, Sembarato (http://sembarato.blogspot.com), que reúne diversas mensagens de solidariedade ao Sombarato e manifestos contra a ação arbitrária de desativação do site.

DMCA

O Google justifica a retirada do blog Sombarato do ar com o Digital Millenium Copyright Act (DMCA), uma lei aprovada em 1998 nos Estados Unidos. Entre outras medidas, o DMCA permite que detentores de direitos autorais solicitem aos provedores de servicos online que bloqueiem o acesso a conteudos que violem direitos autorais ou os retirem de seus sistemas.

Blog Sembarato

Digital Millenium Copyright Act (em ingles)

Politica do Google sobre reclamacoes de violacao de direitos autorais

Veja as reclamacoes recebidas pelo Google com base no DMCA

Veja as perguntas comumente feitas sobre DMCA no site Chilling Effects

Observações

[1] http://sembarato.blogspot.com

Mais um top 1

21 Agosto , 2008

Bom, vou postar rapidinho aqui o album q estou mais ouvindo nesses últimos dias.

Africa Brasil – Jorge Ben

Link: http://rapidshare.com/files/63785310/Jorge_Ben.zip

tirado de http://rocktowndownloads.blogspot.com/

Discão!! Sou muito fã do Jorge Ben… muito mesmo. Acho que o cara fez muita história na música nacional, influenciou as melhores bandas da atualidade e deixou uma porrada de discos sensacionais e de músicas que nem ele toca mais. Vim baixando os discos dele desde Samba Esquema Novo de forma cronológica e esse foi o último que peguei. Nesse o Jorge se superou… se acertou com a guitarra elétrica, deixou um pé firme no samba e enfiou o outro no rock/funk/soul. Fez releituras de músicas antigas, meio bossas, e colocou um peso. Demais!!! Na minha opinião é um dos melhores discos dele. Destaque para a música “Africa Brasil”, releitura da “Zumbi” (… Zumbi é Senhor das Guerras, Zumbi é Senhor das Demandas… ) uma das músicas que eu mais gosto dele… ficou pesada, gritada, como ela deveria ser. Eu quero ver quando Zumbi chegar… quero ver!!

Aos poucos vou colocando os discos do Jorge Ben que eu curto…

Top 1 (!?!)

6 Agosto , 2008

A vida é loka, o tempo é breve, rapadura não é mole e tudo mais!

Estou atarefadíssimo, nos finalmente da minha dissertação de mestrado, trabalhando oito dias por semana e sem tempo para lhufas. O blog anda meio abandonado por isso. Mas resolvi aqui fazer um top 1 das ultimas semanas e colocar o disco que mais tenho ouvido ultimamente, primeiro porque ele é ótimo, depois para espantar as moscas e tirar as teias de aranha desse blog. Vai lá:

The Beatles – The Beatles (The White Album)

Fonte: http://blogdosforistas.blogspot.com

Download CD 1

Download CD2

Sempre gostei demais da fase psicodélica e droguenta dos Beatles. Sem tirar sua importância, nunca gostei muito da fase “iê iê iê”. Mas mesmo assim, era fascinado pelo Revolver, Srt. Peppers e Abbey Road e deixei o White Album um pouco de lado. Aí, ha poucos meses atrás, coloquei todos os álbuns que eu tinha dos Beatles para tocar em sequência enquanto eu fazia meus trabalhos e quando tocou Happyness Is a Warm Gun eu pirei. Logo em seguida tocou Martha My Dear e eu achei uma das musicas mais bonitas que eu ja tinha ouvido (depois descobri que Paul fez ela para o sua cachorra) e em seguida tocou I’m So Tired, que era o retrato da estafa mental que eu estava passando. Fiquei chapado. Já tinha ouvido o disco antes algumas músicas já tinham me marcado, como Why don’t we do it in the road, While my guitar gently weeps (que tem participação de Eric Clapton, amigo de George) e Honey Pie, que me fez lembrar do cover frenético que o Pixies fez dessa música no disco BBC Session, fora as musicas ja batidas como Ob-la-di-Ob-la-da ou Back in a USSR, e a fantástica Helter Skelter, mas eu nunca tinha ouvido o disco daquele jeito. Ouvi muito e estou ouvindo ainda, e sugiro que ouçam também. O disco, nono da carreira dos Beatles e lançado em 1968, é o retrato do caos da banda já em sua desintegração, marcado por uma série de problemas pessoais. Como cada integrante estava indo para um lado musical, o disco é variado. Quase não tem composições de John e Paul juntos. Muitas músicas foram gravadas por apenas parte dos integrantes da banda e Ringo Star até desistiu da gravação e saiu dos Beatles por um tempo, tendo suas baquetas assumidas por Paul em poucas gravações. No meio dessa bagunça, saiu esse ótimo disco.

Top 5 Ganja Music!

18 Julho , 2008

E aí doidos!

Como eu estou praticando meu lado marketeiro nesse blog, resolvi juntar os dois assuntos mais populares daqui – compartilhamento de arquivos e maconha – em um só e decidí fazer um top 5 com as músicas mais marofadas que eu conheço (ou que eu me lembro agora). Da larica só de ouvir!

Trojan Ganja Reggae Box Set

Fonte: http://punkdownloads.blogspot.com

Download CD 1

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Download CD 3

A Trojan Records é uma gravadora Inglesa fundada em 1968 e é uma das mais importantes divulgadoras de música jamaicana. Atendendo a pedidos de colecionadores, a Trojan decidiu remasterizar todo o seu acervo fora de catálogo e lançou diversos Box Sets como esse, sempre remetendo a um estilo (Ska, Dub, Rocksteady, Roots Reggae etc). Se vcs clicarem na fonte dos links desse álbum, tem uma boa lista de “Trojan Box Sets” disponível. Recomendo o Trojan Dub Box Set (ia colocar ele nessa lista, mas resolvi priorizar outros álbuns). Bom, nada melhor que começar uma lista de músicas maconhísticas do que com o álbum mais marofado que eu ja ouvi. É uma coletânea de 3 discos, com músicas de vários estilos de reggae, todas declamando seu amor, adoração, carinho e ternura pela maconha.

Peter Tosh – Legalize it

Fonte: http://www.riquedoreggae.com/

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Genuino descendente dos Wailers, Peter Tosh usa aqui seu reggae roots decentíssimo para levantar a bandeira da legalização da cannabis. A faixa título desse disco é o manifesto do movimento pro-canabbis. Fora que a capa do disco é fantástica! Peter Tosh foi, junto com Bob Marley e Bunny Livingston, o fundador do The Wailers. Saiu do grupo em 1973 e esse foi seu album de estréia na carreira solo.

Cypress Hill – Los Grandes Exitos en Español

Fonte: http://maniacopordownload.blogspot.com/

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Como não só de reggae vive um cabeçudo, aqui está um ótimo disco de rap latino chapado. Lançado em 1999, esse álbum é uma coletânea das melhores músicas da banda de rap californiana Cypress Hill cantadas em espanhol (como o próprio nome diz). O Cypress Hill é uma banda polêmica, e inclui em suas letras a apologia às drogas e a luta pela legalização da maconha nos Estados Unidos. Nesse disco, o recado é dado em Yo Quiero Fumar, Loco en el Coco (q eu prefiro na versão em inglês, Insane in the Brain) Dr. Dedoverde e Marijuano Locos.

Bezerra da Silva – O Samba Malandro de Bezerra da Silva (Box 4 cds)

Fonte: http://www.cdscompletos.net/

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Mestre Bezerra da Silva tem em sua discografia cerca de 32 discos. Começou a carreira cantanto côco, mas logo pôs os dois pés no samba de partido alto e lá fez escola e virou professor. Bezerra fez sucesso no samba sempre cantando composições de artistas desconhecidos, muitos deles assinados com codinomes. Sempre buscou músicas que fossem cronicas do cotidiano das favelas do Rio de Janeiro, seu habitat, e um dos seus temas favoritos era a maconha. Músicas como Garrafada do Norte, A Semente, Malandragem dá um Tempo, Se Leonardo da Vinte e Nunca Vi Ninguém Dar Dois em Nada, todas presentes nesse box-coletânea – são sambas maconheiros de um dos caras que primeiro inseriu essa temática na música brasileira.

Planet Hemp – Usuário

Fonte: http://musicgratis.blogspot.com

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Rap, Rock’ n Roll, Psicodelia, Hardcore e Ragga. Assim se auto-define o Planet Hemp. Banda carioca surgida em 2003, fez história no rock e no rap nacional, pelo som cabuloso e pela fumaça que faziam. A polêmica era tanta que seus integrantes foram presos pela velha e boa apologia às drogas, que levantou a não superada discussão sobre a liberdade de expressão na democracia brasileira. Assisti um show deles quando tinha uns 16 anos. Era tanta fumaça que mal dava para ver o palco. A banda foi influenciada por todos os artistas listados acima, desde o reggae do Tosh até o samba do Bezerra, passando pelo rap maconhístico do Cypress Hill.

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