Galera do mal,
Como faz um tempinho que eu não escrevo nada por aqui, como eu não tenho feito tanta coisa assim para encher esse blogue (isso aí, a partir da leitura de um blogue de um amigo meu, vou começar a escrever blogue desse jeito) com coisas interessantes e como eu me comprometi a não deixar esse blogue mto tempo parado, com o perigo de criar mofo nesse clima úmido de Salvador, vou encher linguiça com um disco mto bom q tenho ouvido aqui ultimamente.
Eddie – Carnaval no Inferno.
Fonte: http://pernambucobeat.com/
Definitivamente Recife/Olinda/Pernambuco como um todo é o maior celeiro musical brasileiro contemporâneo (isso na minha mais humilde opinião, é claro). Pra mim, foi de lá que saíram as maiores novidades da música e do rock brasileiro a partir dos anos 90, (ou as únicas). Algo que ainda foge à minha inteligibilidade aconteceu por lá na época mangue que fez criar um “movimento” com propostas contundentes sobre a produção musical e criativa. Foi de lá que vieram as idéias mais pra frente sobre a relação música regional/gringa e sobre música e tecnologia (vide manifesto manguebeat, letras de mundo livre ou nação zumbi e encarte de afrociberdelia). Por uma deliciosa contradição, o cosmopolitismo mais honesto da música brasileira veio do nordeste, de um estado conhecido só pelas praias, longe, muito longe do eixo institucionalizado e reconhecido por fazer a ponte Brasil-gringolândia (SP-RJ). Como na tropicália (que apontava a mesma contradição, em que a Bahia foi o polo-ponte entre o que se fez aqui e o que se fazia lá), as bandas mangue conseguiram mesclar a produção regional – que por sinal, é animal – com o que havia de mais interessante da produção da indústria cultural internacional. Ska com frevo, punk com maracatu, dub com samba, bossa e hardcore.
Bom, dentro desse cadinho encontra-se a banda Eddie. Atuante desde 1998 e parte integrante do que conhecemos como manguebeat, ela é o exemplo claro da antropofagia carangueija. Nesse disco há tudo isso. De hardcore ao samba, a banda consegue encontrar uma sintonia fina em qualquer fundição. Conheci Eddie por intermédio de um amigo que conheci aqui em Salvador. Havia um show deles aqui, esse meu camarada foi e falou mto pra eu ir, pq sabia q eu ia gostar bastante. Não fui. Baixei o disco deles (não esse, mas o Metropolitano), e me arrependi. Nunca vi um show deles. Rolou em Campinas mas não pude ir. Rolaram outros aqui e estava sem grana. Um dia eu vou.
Obs: entre o começo e o meio desse post, chapei o globo. Comecei a tomar umas brejas e fiquei meio bebado. Responsabilizo o alcool por qualquer eventualidade desse post, e assim tiro o meu da reta.
