Marcha da Maconha Liberada em Salvador!!!

19 Setembro , 2009 por Homem Verde

Galera malévola,

Uma centelha de consciência na “capital da alegria”.

Estive acompanhando, por um tempo, o processo da Marcha da Maconha em Salvador, movimento legítimo e democrático que visa inserir a questão da legalização das drogas na esfera pública brasileira. Compareci, com muito gosto, no debate que houve na UFBA em 2007 e acompanhei as proibições da Marcha em 2008 e 2009. Pasmo, encarei como um puta retrocesso democrático a proibição da discussão da legalização. Não foi proibido somente o uso de drogas em nossa sociedade, foi proibido falar sobre o assunto publicamente.

Acontece que os santos ativistas pró-legalização da Bahia, especificamente a ANANDA (uma rede formada por ativistas, redutores de danos, pesquisadores e cidadãos que buscam promover o diálogo sobre a legalização das drogas)  não se deram por vencidos e entraram com um Habeas Corpus aqui em Salvador em 29 de maio solicitando proteção jurídica para a realização da Marcha. Em 1 de setembro saiu a decisão a favor da manifestação.

Antes tarde do que nunca. O parecer do juiz (o Acórdão, vale a pena ler) favorável à Marcha foi de extrema consciência por apontar o óbvio: a Marcha da Maconha não incita o uso e muito menos o tráfico de drogas. É um mecanismo democrático que visa incitar um debate importante e que a muito tempo é recalcado em nossa sociedade por uma série de preconceitos, ignorâncias e muito pouca inteligência (vi um dia em 2008, num MTV Debate, que inclusive contava com a presença do incansável Sergio Vidal, um tiozinho da polícia falando que a Marcha da Maconha era financiada pelo tráfico de drogas!!!).

Bom, rolou. Depois disso, a galera da ANANDA já marcou o dia de exercer seu recém conquistado direito: 5 de dezembro. Não vou estar aqui para aproveitar, mas desejo paz, serenidade e alegria a todos os presentes.

Obrigado ANANDA, obrigado Sérgio Vidal e obrigado ao consciente Juiz.

Rádio de música jamaicana

9 Setembro , 2009 por Homem Verde

Galera do maaaal!!

Passei pra dar uma dica:

Estava eu, um dia, fuçando no amarok, reprodutor de música aqui do mandriva, e encontrei uma rádio online fudidíssima de reggae, ska, dub, rocksteady, etc. Desde então não consigo mais ouvir outra coisa!

Pra quem gosta ou quer conhecer várias vertentes de boa música jamaicana, la vai: http://www.azevedo.ca/scratch/scratch.m3u

Não rola só em Gnu/Linux não. É só clicar no link, fazer download do arquivinho e abrir no seu reprodutor de música preferido. No amarok e no winamp, pelo menos, rola saber o nome da banda e da música que está rolando no momento.

Espero que vcs gostem.

Argentina 3 x 0 Brasil

25 Agosto , 2009 por Homem Verde

Galera do mal!

Acabei de ler na Folha Online que a Argentina descriminalizou o porte de pequenas quantidades de maconha e o consumo para adultos e em lugares privados. A partir do julgamento de dois jovens, a Corte Suprema de Justiça do país decretou que “todo adulto é livre para tomar decisões sobre o estilo de vida sem a intervenção do Estado”. Esse é o argumento que todos os maconheiros queriam escutar de um juíz, pois deixa claro que, se o consumo de maconha não afeta a vida social e diz respeito somente ao usuário, este deve ser deixado em paz.

Contudo, nada há a respeito do que seria considerado “pequena quantidade de maconha”. Assim sendo, eles entraram no mesmo problema da lei de entorpecentes do Brasil – que não descriminaliza o uso, mas prevê penas alternativas para os usuários não-reincidentes. Cabe, portanto, ao policial que fez a apreensão num primeiro momento, e ao juíz num segundo, determinar se a quantidade apreendida pode ser considerada uso ou tráfico. Nessa, o doido vai, pelo menos, passar um tempinho na prisão e pelo constrangimento de ser algemado, coisa e tal.

Outro ponto discutível: não há nada falando, pelo menos na notícia da Folha Online, BBC, G1 e Terra (que são quase a mesma coisa, pelo menos em relação à essa notícia) sobre a possibilidade de plantio para consumo próprio. Contudo, houve outro caso, em 2008, onde juízes federais de Buenos Aires absolveram um outro jovem que estava sendo julgado pelo plantio de 6 pés de maconha em sua sacada. Nessa ocasião, o caso poderia ser levado para a Corte Suprema, mas não achei mais notícias a respeito (não procurei tãããão bem assim ;^)  ). Em um terceiro caso, com decisão bastante avançada,  a Câmara Federal de Buenos Aires absolveu uma mulher também julgada por ter plantado, mas que alegava que o uso da erva atenuava suas dores nas costas. A decisão levou à abertura de uma jurisprudência que admite que o plantio e o uso da maconha, em quantidades restritas, pode ter fins terapêuticos.

Mesmo não considerando o plantio para consumo próprio, a decisão da Corte Suprema é um avanço, pelo menos em comparação a como o tema é tratado aqui no Brasil. Acredito que o argumento de “ato privado”, em que o uso é considerado um ato que diz respeito somente ao usuário, deva ser extendido para o plantio para consumo próprio, pois se há algum dano social no uso da maconha, esse dano é o tráfico de drogas. Descriminalizar somente o uso não vai atenuar esse dano, mas pelo menos o usuário não vai mais ser encarado por aquilo que ele não é: um criminoso.

O Gnu/Linux e o Candomblé

13 Julho , 2009 por Homem Verde

Semana passada, sexta-feira, eu acompanhei minha esposa em um encontro estadual dos pontos de cultura da Bahia. Ela estuda esses pontos, estava acompanhando esse evento desde quarta feira, e sexta ela me convidou pra ir e eu, para minha sorte, aceitei. Acontece que ela me convidou por um motivo bem específico:  ela encontrou uma senhora que estava com problemas em instalar um modem 3g em um notebook com distribuição gnu/linux. Como eu consegui instalar o mandriva no computador de minha esposa e consegui fazer com que o modem 3g dela funcionasse, ela pressupôs que eu sabia fazer aquilo.

Eu não sou um bom usuário de gnu/linux. Gosto de fuçar, sei abrir o terminal e copiar as linhas de comando que só agora eu tenho uma pequena noção do que fazem, mas não passo perto de ser um desenvolvedor (malemá sou um usuário meia boca). O meu negocio é fuçar. Curto fuçar em tudo, seja coisas relacionadas ao computador, seja outra coisa. Gosto de arrumar porta, torneira, fazer gambiarras, antenas, mesas improvisadas, etc., e o gnu/linux é o melhor sistema operacional pra quem gosta de fazer isso. Curto ter que correr atras das coisas para que elas funcionem bem no computador, ao invés de ter tudo instaladinho. Claro que tem vez que é frustrante (por exemplo, não consegui fazer funcionar minha webcam no meu mandriva), e as vezes, na maioria das vezes, as coisas funcionam de um jeito que não sei explicar como. Coloco la no terminal as linhas copiadas em receitas de bolo, da um tipo de erro, fuço aqui, fuço ali, e quando eu desisto eu percebo q a parada está funcionando. Isso da um pouco de alegria de ver a parada funcionando e um pouco de frustração, de não saber mto bem como funcionou. Com o modem 3g da minha mina foi isso que aconteceu. Mexi, mexi, desisti e funcionou. Então eu não sabia muito bem como eu consegui instalar a parada no computador dela. Fui tentar fazer a mesma coisa com o meu e passei longe de conseguir. E agora eu tinha esse desafio: aprender e instalar o modem 3g no computador de uma senhora que eu nem sabia quem era.

Bom, cheguei lá na sexta. O encontro estava sendo em um hotel q ficava no Itaigara, um bairro bem classe média alta daqui de Salvador. Lá é completamente diferente dos lugares que eu conheço aqui, dos lugares onde morei e onde eu gosto de dar um rolê. É o que chamam de “centro novo” de Salvador, uma parte da cidade razoavelmente nova, que junto com Pituba e Iguatemi, veio substituir o bom e (muito) velho Comércio como centro empresarial da cidade, e isso fez com que o Comércio ficasse às moscas, degradado, arruinado. É um bairro feio, cheio de prédios, empresariais, comerciais e residenciais, quase sem casas.

O encontro foi bem massa. Não mto por causa do conteúdo. Não q o conteúdo não fosse massa, mas é q não me interessava tanto como interessou minha esposa, que efetivamente pesquisa aquilo. O que mais me interessou foi a diversidade de pessoas juntas no mesmo lugar, o que, nas minhas divagações, simbolizava a diversidade da produção cultural do estado da Bahia (por se tratar, basicamente, de um encontro de produtores culturais). Lá tinham indígenas de cocar, mães e pais do candomblé, rastafaris, doidos de 60 anos de idade, pessoas de calça social e gravata, hippies, moderninhos, geeks, etc. Achei demais.

Nesse meio tempo encontramos a senhora que queria que eu intervisse no computador dela. Era uma senhora negra, com vestimentas de candomblé. Supus que ela seria mãe de santo (acho que o nome certo pra isso é ialorixá) ou tinha um cargo político no terreiro, que era onde ficava o ponto de cultura que ela estava representando. Ela era incrívelmente paciente, gente boa demais e muito atenta. Conversei com ela e descobri que ela queria que eu configurasse todos os tipos de conexão com a internet que o computador dela conseguisse fazer: 3G, modem discado, cabo, wireless.

Eu sou um super simpatizante do candomblé. Sei da importância política que eles têm aqui no estado, e da crucial militância a favor da manifestação da cultura negra. Em épocas de proibição, os terreiros de candomblé foram os principais atores na luta a favor da manifestação cultural e contra a opressão de todo um povo. Hoje, eles são engajados (e sofrem bastante também) na luta pela diversidade religiosa, pois vários terreiros são hoje atacados por “fundamentalistas evangélicos”, que por um motivo bem imbecil, acreditam que toda manifestação religiosa negra é enviesada para o mal, é a própria manifestação do demo e deve ser combatida. Pura intolerância, desconhecimento e idiotice. Fui, um dia, numa festa de um terreiro de candomblé de caboclo aqui em Salvador, e foi uma das coisas mais impressionantes, animadas e legais que fizemos aqui.

Na hora eu comecei minha tentativa de trabalho. Por uma surpresa, ela usava a mesma distribuição gnu/linux que eu tinha, o mandriva. Foi mais fácil assim, pois dependendo da distribuição, eu ia ter que aprender onde estavam as coisas para depois aprender como alterá-las. Outra sorte foi que lá tinha um ponto de internet, pois sem isso, minha tentativa ia ser impossível.

Bom, foi tudo ao mesmo tempo agora. Embora ela fosse bem paciente, ela estava muito na vontade de ver a coisa funcionar. Enquanto eu procurava os benditos tutoriais na rede, ela me pedia para que eu fuçasse no wireless ou no modem discado, etc. Mas sem pressão. Ela sabia da minha condição de noob fuçador. Batemos um papo bom sobre tecnologia e eu descobri que ela era uma grande entusiasta do software livre. Sabia bem dos avanços técnicos e políticos do gnu/linux, e não abria mão de utilizá-lo. Ela não tinha dual boot no micro dela. Embora estivesse aprendendo, seu computador, por opção, funcionava exclusivamente em mandriva. Ela preferia comprar outro modem 3g com suporte gnu/linux do que instalar o windows. Fiquei completamente envergonhado com meu dual boot boqueta e resolvi, com esse papo, instalar integralmente um debian aqui no meu computadorzinho.

Bom, minha luta estava sendo travada. Era eu contra a máquina. Como não sabia tããão bem o que eu estava fazendo (com o consentimento da dona da máquina, claro) e como eu tinha um comprometimento moral para que aquele troço funcionasse (como diz minha esposa, sou muito obstinado), a luta foi braba, e a máquina estava ganhando por pontos de distância. Outro ponto a favor da máquina foi que o modem 3g não estava lá com a gente, então seria muito difícil configurá-lo. Quando disse isso, na hora a senhora ligou para alguém e pediu para que o modem fosse levado pra lá. Depois dessa, pensei: meu, ela quer muito que isso funcione, tenho muito que me dedicar nessa fita e quero mto q de certo.

Minha primeira vitória contra a máquina foi o wireless. Esse foi fácil, pois já conhecia os golpes. Instalar wireless foi a minha primeira enxaqueca com o gnu/linux, ainda quando eu tinha um ubuntu instalado em um computador de mesa que acabamos vendendo. Foi bem mais fácil do que da primeira vez, nem precisei de um tutorial. Dei um ipon e pronto. A mesma coisa foi com a internet a cabo. Foi só ligar o cabo e ficar clicando nos OKs e pronto. O terceiro round, o modem discado, tb não me causou problemas. Nunca tinha feito isso antes, e demandou outros tipos de informação, como o telefone que o modem tinha que discar para conseguir conectar. Entrei no site do provedor, falei num chat com o atendente e pronto. Daí foi só configurar a paradinha com a ajuda de um santo tutorial (deixo aqui meus enormes agradecimentos a todos os anjos de candura que produzem essas coisas magníficas que são os tutoriais: vcs são meus mestres professores.. hahahaha).

Bom, 3 a 0 pra mim, mas o pior ainda estava por vir: o maldito modem 3g. Enquanto o modem não chegava, fui me armando de tutoriais e batendo papo com a dona da máquina. Ela era de um ponto de cultura da cidade de Camaçari, que faz divisa com Salvador e faz parte da Região Metropolitana da capital. O terreiro dela ficava em uma zona rural, bem longe de qualquer tipo de conexão com a internet. Nem o 3g funcionava lá, só internet discada. O 3g era pra quando ela fosse pra cidade. Camaçari é conhecida aqui por causa do polo petroquímico da Petrobrás, maior polo industrial da Bahia e o maior polo industrial integrádo do hemisfério sul, segundo o omniciente wikipedia e instalado lá desde 1978. Já tinha lido sobre a cidade e o impacto do polo. A cidade era pacata, quase vazia, meio rural. Depois da construção do polo, a cidade sofreu um inchaço populacional tão grande que virou um caos.

Bom, nesse meio tempo chegou o meu novo oponente: o modem 3g. A nova luta se iniciara e um novo problema se apresentou: ela não sabia a senha do administrador da máquina, sendo impossível eu entrar como sudo no terminal para colar minhas receitinhas de bolo. Mas como eu conseguia entrar na parte de configuração do mandriva sem precisar dessa senha, lembrei que dá pra entrar, de lá, em um terminal já como administrador. RÁ!

Comecei. Fiz o que eu sabia logo de começo e já, logo de começo, deu o primeiro pau. Em uma opção de configuração de instalação de uma rede 3g do próprio mandriva, o maldito disse que não tinha conseguido instalar uns pacotes lá (ó o nível do meu conhecimento, hahahahaha). No computador da minha esposa, foi meio que isso q eu fiz e deu certo. No meu, eu fiz isso e não rolou. No da senhora também não. Tentei fazer o que os tutoriais me ensinavam e nada. Entrei no pendrive do modem e lá tinha uns drivers pra linux. Instalei um (que, pra variar, não fazia ideia do que era) e rolou. Fiz isso com outro e nada. Do meu lado estava a paciente senhora, olhando quase que sem piscar para tudo que eu tava fazendo, meio que tentando aprender aquilo que nem eu sabia. Fiquei uma hora e meia na frente do computador, e ela ficou uma hora e meia olhando pra tudo que eu estava fazendo, com um misto de curiosidade e vontade de que aquilo funcionasse. Eu ia tentando explicar o que eu achava que estava fazendo, tentando ensinar até onde eu sabia e deixando claro aquilo que eu não sabia muito bem mas que eu ia tentar mesmo assim.

Passei muito tempo nessa. Tentei várias coisas diferentes e já estava desistindo quando aconteceu. Estava lá, no pendrive do modem, quando este parou de funcionar. Do nada, não pude mais acessar nenhum arquivo dele e na hora pensei: fodeu! Daí, do nada, a luzinha do modem, que tava vermelha, ficou verde e depois azul. A mulher se animou e soltou um grito: FICOU AZUL! Interpretei aquilo como um sucesso. Realmente, quando o modem é reconhecido, a luz fica azul. Entrei no centro de rede do mandriva e estava lá, em laranja “modem 3g zte alguma coisa”. RÁ!

Desconectei a conexão wireless e fui tentar conectar o modem 3g. Nada. Lá veio a frustração. Nessa hora, vi que ao meu redor estavam mais 3 espectadores vendo o combate. Infelizmente, nenhum dos 3 sacavam de software livre. Todos que sabiam disso estavam com minha esposa num debate acaloradíssimo sobre gnu/linux e os pontos de cultura. No encontro tinha vários desenvolvedores de software livre, e eu mesmo fui atrás de algum para me ajudar ou para me substituir no combate, mas estavam ocupados (claro que não é culpa deles, eles estavam lá pra debater, eu estava lá pra instalar o coisinho). Foi quando recebi uma informação de um espectador: não tem sinal aqui dentro pra modem 3g, não consegui conectar o meu. Desconectei o modem, conectei novamente e foi mesma coisa: luz vermelha, luz verde, luz azul e o modem 3g zte qualquer coisa no centro de rede. Sucesso, eu pensei, mesmo que limitado e sem uma real comprovação empírica, sucesso. Avisei minha amiga: ó, não tem sinal aqui. Vc vai ter que testar isso em algum lugar q tenha sinal, se não funcionar, vc me liga.

A mulher ficou animadíssima. Viu aquilo como uma possibilidade de continuar com seu queridíssimo software livre e não precisar mais quebrar a cabeça com um modem. Ficou muito agradecida, e eu tb. Por causa dela eu pude aprender mais um pouquinho sobre o gnu/linux, além de poder conhecê-la e bater um papo bem firmeza com ela. Me senti bem, satisfeito e também agradecido. Achei animal a perseverança e a paciência dela, além da vontade de que aquilo desse certo. Por fim, fui convidadíssimo para uma festa no terreiro dela, eu e a minha esposa, o que eu aceitei beem de antemão, pois sei q vai ser mto legal. Isso graças ao software livre e a minha esposa, que acreditou na minha obstinação.

Top 1

11 Julho , 2009 por Homem Verde

Galera do mal,

Como faz um tempinho que eu não escrevo nada por aqui, como eu não tenho feito tanta coisa assim para encher esse blogue (isso aí, a partir da leitura de um blogue de um amigo meu, vou começar a escrever blogue desse jeito) com coisas interessantes e como eu me comprometi a não deixar esse blogue mto tempo parado, com o perigo de criar mofo nesse clima úmido de Salvador, vou encher linguiça com um disco mto bom q tenho ouvido aqui ultimamente.

Eddie – Carnaval no Inferno.

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Fonte: http://pernambucobeat.com/

Definitivamente Recife/Olinda/Pernambuco como um todo é o maior celeiro musical brasileiro contemporâneo (isso na minha mais humilde opinião, é claro). Pra mim, foi de lá que saíram as maiores novidades da música e do rock brasileiro a partir dos anos 90, (ou as únicas). Algo que ainda foge à minha inteligibilidade aconteceu por lá na época mangue que fez criar um “movimento” com propostas contundentes sobre a produção musical e criativa. Foi de lá que vieram as idéias mais pra frente sobre a relação música regional/gringa e sobre música e tecnologia (vide manifesto manguebeat, letras de mundo livre ou nação zumbi e encarte de afrociberdelia). Por uma deliciosa contradição, o cosmopolitismo mais honesto da música brasileira veio do nordeste, de um estado conhecido só pelas praias, longe, muito longe do eixo institucionalizado e reconhecido por fazer a ponte Brasil-gringolândia (SP-RJ). Como na tropicália (que apontava a mesma contradição, em que a Bahia foi o polo-ponte entre o que se fez aqui e o que se fazia lá), as bandas mangue conseguiram mesclar a produção regional – que por sinal, é animal – com o que havia de mais interessante da produção da indústria cultural internacional. Ska com frevo, punk com maracatu, dub com samba, bossa e hardcore.

Bom, dentro desse cadinho encontra-se a banda Eddie. Atuante desde 1998 e parte integrante do que conhecemos como manguebeat, ela é o exemplo claro da antropofagia carangueija. Nesse disco há tudo isso. De hardcore ao samba, a banda consegue encontrar uma sintonia fina em qualquer fundição. Conheci Eddie por intermédio de um amigo que conheci aqui em Salvador. Havia um show deles aqui, esse meu camarada foi e falou mto pra eu ir, pq sabia q eu ia gostar bastante. Não fui. Baixei o disco deles (não esse, mas o Metropolitano), e me arrependi. Nunca vi um show deles. Rolou em Campinas mas não pude ir. Rolaram outros aqui e estava sem grana. Um dia eu vou.

Obs: entre o começo e o meio desse post, chapei o globo. Comecei a tomar umas brejas e fiquei meio bebado. Responsabilizo o alcool por qualquer eventualidade desse post, e assim tiro o meu da reta.

Cosmonautas no TCA

5 Julho , 2009 por Homem Verde

Galera do mal,

Como ninguém sabe, voltei há 2 semanas para Salvador para passar as férias. Estava com saudades imensas, em primeiro lugar da minha namorada/noiva/em-breve-esposa e também da cidade. Acho que nunca me senti tão bem em uma cidade quanto me sinto em Salvador. Depois de morar em algumas cidades realmente ruins, essa foi a única cidade que eu quis ter um tipo de envolvimento e de criação de laços com ela, seja por obrigação, seja por vontade própria.

Pois bem, cheguei numa época boa. Peguei o São João (quando fiquei em casa o tempo todo, não fiz nada e só fiquei a ouvir as toneladas de bombas) e 2 de julho aqui, que foi bem legal. A galera toda na rua, umas fanfarras bem animadas e uma oportunidade pra dar um rolê massa por aqui.  Nesse dia, indo de busão pro campo grande, trombei um stencil num muro no bairro da Barra que novamente me intrigou. Já tinha o visto antes, quando vim pra cá em abril. Trata-se de um stencil preto, com um trompete e escrito CHA CHA CHA. Em outro stencil-irmão, tinha um diabinho tocando maracas (!?!) e novamente o CHA CHA CHA. Infelizmente, não tirei nenhuma foto, mas encontrei uma na net:

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Então, dentro do ônibus fiquei pirando nesse stencil. Nada demais, só algo que me chamou a atenção mais de uma vez e fez eu ficar divagando descompromissadamente sobre o que seria isso. Minha conclusão foi que não era nada (hahahahaha, graaande conclusão), era uma arte urbana e que não necessariamente teria um sentido próprio, talvez só estético, sei la.

Bom, 2 de julho, chegamos no Campo Grande. Milicos em volta do caboclo, fanfarra, cavalos e bastante gente. O cortejo ainda não tinha passado, então fomos nos dirigindo para o nosso “bar do 2 de julho”, que fica na 7 de setembro. Quando passamos na frente do Teatro Castro Alves, vimos o cartaz: RETROFOGUETES, 05/07, LANÇAMENTO DO ÁLBUM CHACHACHA.  No banner, o diabinho das maracas. AAAHHNNN… O stencil era uma estratégia de marketing (nossa, que palavrinha escrota, essa) de guerrilha da banda, que, por sinal, achei animal. O banner era bem massa tb, vou colocá-lo aqui o diabinho das maracas:

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O show fazia parte do programa “Domingo no TCA”, que faz apresentações no teatro de domingo de manhã a 1 real. Nos animamos bem na hora. Conheço retrofoguetes desde que cheguei aqui. Já tinha ouvido a ex-banda, o Dead Billies, rockabilly responsa, e sempre quis ver os doidos ao vivo. Peguei só o finzinho do show que eles fizeram de graça no carnaval de 2007, e achei animaaal.

Nos planejamos e fomos. Domingueira massa, solzão típico da cidade, busão passando pela barra cheia de banhistas, um clima mto bom. No TCA chegamos a tempo, tomamos uma breja e entramos. O teatro tava lotado, só achamos lugar no fundão. Já tinha visto alguns shows lá. Em 2007, vi o show do Otto q foi ótimo. Achei meio assim assim ser la no teatro. Assistir show sentado, sem poder fumar e tomar uma breja, é osso. Mas para um domingo de manhã, acompanhado da minha esposa e de duas amigas morrendo de ressaca, foi, no mínimo, aconchegante.

O show começou e foi muito fudido. Mesclaram músicas do primeiro disco, “Ativar Retrofoguetes” com músicas do disco novo, o Cha Cha Chá (da pra ouvir faixas do album deles no myspace dos caras). O som deles é uma mistura de surf music, rockabilly e alguns sons mais, digamos, não-ortodoxos.. hahahaha… tocam musicas circenses, mambos, countrys, meio turcas, meio italianas, meio argentinas, etc., tudo no mais doido rock’n roll.

O show foi do caralho. Os caras tocam bastante, e chamaram uma galera responsa como convidados. Destaco a participação da Orquestra Rumpilezz, que fizeram participação em uma musica animaaal, que ao vivo ficou mto fudida. Chama-se Maldito Mambo, a música. Surf Music meio big band, meio mambo, com dois percursionistas moendo os instrumentos.

Bom, vale bem a pena ouvir os caras. Das bandas que ouvi daqui de Salvador, essa é a que eu mais recomendo. São bem respeitados por aqui e bem envolvidos com a cultura da cidade. Tocam sempre no carnaval e esse ano rolou até um trio com eles em cima. Perdi!

Folha Online – Informática – Anatel proíbe Telefônica de vender assinaturas do Speedy – 19/06/2009

20 Junho , 2009 por Homem Verde

Galera, parece que a Anatel já tinha sacado o problema da Telefonica e do Speedy discutido aqui no blog, vejam só (boa Anatel):

Tirado da Folha Online: http://www1.folha.uol.com.br/folha/informatica/ult124u583818.shtml

19/06/2009 – 21h35

Anatel proíbe Telefônica de vender assinaturas do Speedy

MARCELA CAMPOS

colaboração para a Folha Online, em Brasília

A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) vai proibir, a partir da semana que vem, a habilitação de novas assinaturas do serviço de banda larga Speedy. A medida, que tem caráter cautelar, será publicada no “Diário Oficial da União” na segunda-feira, 22.

A decisão deve durar até a prestadora comprovar para a Anatel que está tomando medidas para melhorar a qualidade do serviço e para coibir novas falhas. A expectativa da Anatel é de que isso seja feito em 30 dias. A empresa registrou seguidas panes nos primeiros meses deste ano.

Se descumprir a medida, a empresa pode ser punida com multa de R$ 15 milhões, além de R$ 1.000 por assinatura habilitada. Além disso, a Telefônica deverá publicar comunicado informando a situação aos consumidores.

A decisão teria sido tomada pelo conselho da agência em reunião na quarta-feira.

A Telefônica informou que “não teve conhecimento oficialmente” do caso, por isso não se manifestou.

Atualmente, a Telefônica tem cerca de 2,6 milhões de usuários do Speedy no Estado de São Paulo. No primeiro trimestre, foram cerca de 100 mil novas assinaturas, de acordo com a empresa de consultoria Teleco.

viaFolha Online – Informática – Anatel proíbe Telefônica de vender assinaturas do Speedy – 19/06/2009.

Hoje vai ter festa no Gonga!

19 Junho , 2009 por Homem Verde

Galera do mal.

Finalmente vai acontecer uma coisa aqui por essas bandas digna (digníssima) de ser postada aqui no blog.

Acabei de descobrir (por meu grande amigo Zinão, valeu Zino!) que amanhã, na cidade aqui do lado, vai ter show dos Los Sebosos Postizos. Pra escoar um pouco dessa minha ansiedade e entusiasmo, vou colocar aqui a gravação do show q eles fizeram no Sesc Pompeia em Sampa. Domingueira eu posto aqui como foi o show (nunca cumpro as promessas que faço nos posts, hahahahaha, mas essa eu vou tentar)

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DOWNLOAD PARTE 1
DOWNLOAD PARTE 2

Fonte: http://boamusicaeafins.blogspot.com

Bom, ja vou começar começando: Los Sebosos Postizos = Nação Zumbi + Mundo Livre tocando Jorge Ben! Só isso bastaria para esse blog. As banda mais fudidas do Brasil (na verdade, acho q só tem (ou tinha) o tecladista do mundo livre) tocando O CARA  mais fudido do Brasil!  Acho que foi o mesmo Zino que me apresentou a banda, em 2005 ou 2006. Eles fizeram show no Sesc Popéia, deve ter rolado em mais alguns lugares e ja era. Não tinha a mínima esperança de vê-los ao vivo, pensei que fosse um projeto momentâneo dos caras, e me deliciava com essas gravações. E elas são do caralho. Só o fino do fino, a nata da produção do Jorge. Eles tocam só musica da fase que eu mais curto do cara, músicas que nem ele tocaria, eu acho. Rola Zumbi, Jovem Samba, O Nascimento de um Príncipe Africano, O Homem da Gravata Florida, Umbabarauma, A Tamba…, em versões carangueijadas da mais pura lama dos mangues de Recife. DO CARALHO!! Quem ler esse post a tempo e for alucinado por Jorge Ben, o show vai rolar na Kraft, em Campinas, às 23 hrs amanhã, dia 20/06. Imperdível.

Vida longa ao p2p

18 Junho , 2009 por Homem Verde

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Esse mês fez 10 anos do surgimento da revolucionária tecnologia P2P. Em junho de 1999, um moleque de 18 anos chamado Shawn Fanning construiu sozinho um sistema de troca de arquivos na internet que facilitou (e muito) a aquisição gratuita de músicas e a distribuição por parte dos usuários da rede. Um ano antes, 1998, foi o ano em que eu, pela primeira vez, me conectei à internet aqui de casa. Nessa época, meses antes do surgimento e da descoberta do Napster, eu e meus amigos de colégio nos matávamos atrás de músicas gratuitas na rede. A possibilidade de aquisição de músicas gratuitamente era fantástica e coisa incrivelmente nova para a gente. Nada era fácil, antes do Napster. Comparado com o que é hoje, nem depois do Napster era fácil. A internet discada (e de péssima qualidade, atingia, no máximo 5kbps) fazia com que gastássemos horas para baixar uma música. Disco inteiro era impossível, e filme, impensável.

Antes do Napster, os mp3 eram difíceis de serem encontrados. A oferta era muito baixa, mas mesmo assim, nos satisfazíamos. Encontrávamos músicas em sites html ou em ftp, e os links rapidamente saiam do ar por infringirem o direito autoral. O que ajudava a procura eram as salas de bate papo, principalmente a plataforma IRC. A capacidade de armazenamento dos sites (sempre gratuitos) era muito baixa e os mp3 eram sempre de baixa qualidade.

Daí chegou o Napster, o primeiro programa P2P do mundo. Todos ficaram maravilhados pela capacidade de encontrar um número impensável de músicas gratuitamente. Morávamos no interior de sampa, e a limitação imposta pela distribuição física (e paga) de música fez com que essa nova descoberta fosse a maior maravilha do mundo para os adolescentes sedentos por coisa nova. Antes do mp3, éramos limitados. Aqui quase não existiam lojas especializadas de cds. Nossa capacidade de descobrir bandas novas se limitava ao rádio e a troca de fitas K7. Importar um disco, além de ser muito difícil, era muito caro. Nessa época, comecei a pirar no punk/hardcore, e a única coisa que consegui comprar foi um cd nacional do Dead Kennedys (muito bom, por sinal). A música tinha barreiras, impostas justamente pelo que o mp3 e o Napster veio destruir: a estreita relação entre a distribuição de música e o mercado fonográfico. Existia uma equação econômica que, no fim, decidia quem ia ouvir o que. Não era interessante comercialmente vender cds “não comerciais” no interior de São Paulo, e essa decisão mercadológica fez com que inúmeros adolescentes se limitassem em seus conhecimentos musicais. A música digital gratuita foi a libertação, e desde lá, nunca mais comprei um CD.

Aí veio o Mettalica, num primeiro momento. A banda ficou indignada que as músicas de um disco que nem tinha sido lançado estavam sendo disponibilizadas gratuitamente no programa P2P e resolveu processar Shawn Fanning (atitude que levantou a ira de milhares de fãs da banda que tinham recém descoberto uma das maiores liberdades adquiridas pelos usuários da rede: a música era gratuita e ponto). Depois, veio a maldita RIAA (Associação da indústria fonográfica estadunidense), que já tinha sacado que a lucratividade de seus associados estavam sendo colocada em xeque por uma comunidade de milhões de adolescentes fanáticos por música. O Napster foi processado, perdeu, apelou, perdeu, e em julho de 2000, saiu do ar.

Saiu, mas não deixou tantas saudades.  Logo no fim do Napster já existiam outros programas p2p, e seu fim ajudou só a pulverizar o compartilhamento de arquivos, coisa que ia acontecer inevitavelmente. Novas tecnologias mais eficientes foram surgindo e novos produtos culturais foram colocados à disponibilização.

Quando se foi, o Napster deixou, sim, um legado. Ele inaugurou práticas e ensinou lições que não vão mais  ser esquecidas. Iniciou todo o movimento de compartilhamento de arquivos e inventou o uso de tecnologias p2p para a troca de produtos culturais. Contudo, ao meu ver, existem 3 coisas importantíssimas que o Napster ajudou a fundamentar:

Em primeiro lugar, o Napster ajudou os usuários a entender que era a barreira técnica (associada à econômica) que os impediam de ter a disposição todos os produtos culturais desejados. A barreira legal – a lei de direito autoral – foi facilmente transposta, relativizada e esquecida. O rompimento do monopólio de distribuição de música e a apropriação dessa distribuição fomentada de forma gratuita pelos próprios consumidores abriram a discussão de se o direito autoral era realmente a forma mais eficaz de proteger o artista ou era só mais uma artimanha da indústria fonográfica para assegurar seu monopólio. Logo se descobriu que direito autoral é fraco e ineficiente. Ninguém se constrangia de estar infringindo uma lei quando a infração dessa lei os separava de uma distribuição gratuita de músicas de uma forma, digamos, sadia. Ninguém roubava uma loja para conseguir ouvir música (tem gente que rouba, mas vcs entenderam), mas a diferença entre roubar uma loja e trocar arquivos foi facilmente entendida, por mais que as propagandas pró direito autoral afirmavam que não. O direito autoral só era amplamente respeitado antes da internet não por ele mesmo, mas pela dita restrição técnica de produção de cópias. Quando essa restrição foi por água abaixo, bau bau direito autoral (até rimou). O processo do Napster e a defesa do direito autoral a partir do  combate ao compartilhamento de arquivos deflagrou seu caráter industrial, mercadológico e monopolista.

Em segundo lugar, o compartilhamento de arquivos iniciado pelo Napster deflagrou uma nova forma de negociar os produtos culturais. O compartilhamento não mata a música e nem o mercado cultural. Ele é somente um novo paradigma para a negociação desse mercado. Diversos atores do mercado fonográfico foram a favor do Napster e vêem, até hoje (e cada vez mais), o compartilhamento de arquivos como um aliado e uma ferramenta importante ao mercado da música.

A indústria fonográfica até sacou isso, mas não teve outra opção do que a de estabelecer uma estratégia radical de combate ao compartilhamento. Todas as suas estratégias de mercado estavam voltadas para as velhas formas de negociar a música, e a mudança dessas estratégias demandavam muito mais tempo do que a dos moleques descobrirem que agora a música é de graça. E essa foi a terceiro ensinamento do Napster: ele inaugurou as estratégias de repressão da indústria fonográfica. Primeiro foi contra ele próprio e contra as tecnologias p2p que o sucederam. Depois foi contra os usuários da rede, principalmente estadunidenses, com a moção de 35 mil processos por infração do direito autoral. Hoje em dia, vemos novamente as redes p2p como alvo. Piratebay, Mininova, Isohunt e mais um bocado de ambientes bittorrent estão sendo cada vez mais molestados por essas cabeças pequenas (esse post, inicialmente, era pra falar disso. Ia fazer uma introduçãozinha sobre o Napster e tal, mas me empolguei. Outro dia escrevo sobre a temporada de caça ao p2p).

Bom, todos sabemos hoje (até a indústria fonográfica sabe) que o compartilhamento nunca vai acabar. Na verdade ele sempre existiu, a internet só o intensificou. Cada vez mais os usuários encontram novas formas de disponibilizar quase todos os produtos culturais existentes. É uma liberdade adquirida e que não abrimos mão. Valeu Fanning. Vida longa ao p2p e ao compartilhamento de arquivos!

Um disco e um filme

17 Junho , 2009 por Homem Verde

Bom, ja que eu voltei às atividades do blog, vou fazer ma das coisas que mais curto aqui: disponibilizar uns links.

Hoje vou colocar um disco q eu estou ouvindo bastante e um filme que eu acabei de assistir (pela terceira vez).

The Jon Spencer Blues Explosion – Acme

The Jon Spencer blues explosion - Acme-1998Download

Fonte: Psicodelia Urbana (nesse link tem toda a discografia do Jon Spencer. Vale a Pena)

Nem sei como começar a falar desse disco. Não sei nem como terminar (isso porque eu não sei muita coisa sobre a banda, hehehehe). Bom, a banda é um trio: duas guitarras, dois vocais, uma bateria e nenhum baixo. Nesse disco, considerado o mais “groove” de todos, tem uma programação eletrônica. A banda toca um punk + funk + rockabilly (sem baixo??) + um blues muuuito responsa. Eles são da cena alternativa de Nova York e fazem um som bem peculiar. Recentemente o Jon Spencer veio pro Brasil fazer uns shows com outra banda, chamada Heavy Trash (link para o último disco deles, tirado do Blog do Nirso). Banda também fudidíssima, q toca um rockabilly e um psychobilly decente. Ele fez um show em sampa bem quando eu estava lá, mas não rolou de eu ir (fiquei sabendo só depois). Bom, é ouvir pra ver (OUVIR para VER!?! De onde eu tirei isso?)


Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas)

big0679785892Download Torrent

Legenda do Opensubtitles

Esse é um dos filmes mais droguentos que eu ja vi na vida (preciso muito fazer um top 5 filmes droguentos… conheço vários). Baseado em um livro (que no Brasil saiu com o infeliz nome de Perdendo a Cabeça em Las Vegas) escrito pelo jornalista loser Hunter Thompson (pai do jornalismo gonzo), o filme (e o livro) conta a história ocorrida com o próprio Thompson (interpretado por Jhonny Depp) quando este foi enviado para Las Vegas para cobrir a corrida de motos “Vegas 400″, “a maior corrida de motocross da história do esporte”. Para tal arriscada missão, ele e seu advogado doido (interpretado por Benicio Del Toro), alugam um Cadillac Vermelho munido de “duas bolsas cheias de fumo, setenta e cinco pílulas de mescalina, cinco papéis de ácido extremamente potentes, um saleiro cheio de cocaína, e uma colorida galáxia completa de estimulantes, tranquilizantes, excitantes, depressivos… e também uma garrafa de tequila, uma de rum, uma caixa de cerveja “Budweiser”, um vidro de éter e duas dúzias de amilas”. Com esse arcenal, vão para Las Vegas atras do sonho americano em plena década de 70 e em plena decadência da geração do LSD.

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